“Tudo que prevíamos há um ano está acontecendo”, afirma João Daniel


Aracaju, 18 de abril de 2017

 

Um ano depois da sessão que votou pela admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o deputado federal João Daniel (PT/SE) lembrou que tudo que ele já dizia na tribuna da Câmara, desde os dias que antecederam a votação, está agora acontecendo. Em discurso na sessão da Câmara dessa terça-feira, dia 18, o parlamentar, vice-líder da bancada do PT na Câmara, lembrou que todo aquele processo não era apenas pelo afastamento da presidenta.

 

“Nós prevíamos tudo aquilo, que não era a retirada do mandato da presidenta Dilma. Era o início da fome do capital nacional e internacional sobre os direitos da classe trabalhadora e a acumulação de mais lucros daqueles que não conseguem se imaginar se não for com mais e mais lucros às custas do suor dos trabalhadores”, avaliou João Daniel.

 

Prova disso, ressaltou o deputado, estão aí as propostas de reformas trabalhista e da Previdência, tramitando na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição 241 (PEC 55 no Senado) já aprovada, que congela por 20 anos os investimentos no país, além da lei da terceirização também já aprovada e sancionada pelo presidente Michel Temer. “Estamos vendo um governo com uma popularidade jamais vista na história do Brasil, segundo dados de pesquisa, com menos de 7% de aprovação”, acrescentou.

 

João Daniel disse que esse presidente não vai mais ser candidato, mas joga a responsabilidade para o Congresso Nacional desses projetos, segundo ele, de interesse da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e setores conservadores. Ele ressaltou que a cada dia a população sofre com retirada de direitos, mais acumulação de riqueza nas mãos dos mais ricos e aumento da pobreza e do desemprego no país. “Há um ano esses microfones falavam do combate à corrupção, que era preciso retirar o governo do PT, retomar o crescimento econômico, gerar empregos, dar credibilidade ao mercado. E hoje a única coisa concreta que se tem é fazer o desejo do mercado e são os interesses econômicos contra os interesses da população pobre e dos trabalhadores”, disse.

 

O deputado acrescentou que, diante desse cenário, com esse governo, o país está no caminho da desconstrução nacional. “Por isso é fundamental que a classe trabalhadora, que já enxergou e viu os verdadeiros interesses desse golpe, vá às ruas exigir a volta da democracia, exigir eleições diretas e a volta do debate de um projeto nacional”, disse, convocando a população para a greve geral do próximo dia 28, em todo país.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: PT na Câmara