“Só um novo projeto de desenvolvimento econômico vai retomar a economia no país”, diz João Daniel


Aracaju, 11 de maio de 2017

 

 

 

O plenário da Câmara concluiu, na noite da última quarta-feira, dia 10, a votação do projeto de lei complementar 343/17, que trata das dívidas dos Estados, obrigando-os, para isso, a adotar contrapartidas, como privatizações e congelamentos de salários dos servidores. Contrário ao projeto, o deputado federal João Daniel (PT/SE) externou sua preocupação com o que o governo federal tem feito aos Estados para discutir essa questão das dívidas, principalmente quando coloca abertamente o interesse em que se privatize empresas importantes, como estatais das áreas de fornecimento de água, de saneamento, de energia e os bancos públicos que ainda existem.

 

Citando o caso de Sergipe, João Daniel relatou a preocupação que os trabalhadores da Companhia de Saneamento (Deso) e o Sindisan – sindicato da categoria – têm tido com essa possibilidade de privatização. “Temos tido audiências públicas, debates, inclusive com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe, das igrejas e outras entidades. E queremos dizer que nós e a bancada do nosso partido defendem e lutam para que possamos fazer com que os Estados sejam respeitados, para que o governo federal abra negociação sem impor regras e normas de privatização às empresas”, disse.

 

Retomada da economia

Na avaliação do deputado João Daniel, o que vai retomar a economia no Brasil, melhorar o orçamento dos Estados e recuperar as finanças é um novo projeto de desenvolvimento econômico. “O que vai retomar a economia no país não são os ajustes e essas reformas que o governo impõe, que apenas privilegiam os interesses das empresas e dos bancos, do grande capital, mas é a verdadeira economia, a economia popular, a pequena economia que movimenta os Estados e os municípios, seja no campo, seja na cidade, e as finanças da União”, afirmou.

 

João Daniel defendeu ainda que o governo federal respeite a autonomia dos Estados, debata nacionalmente o problema das dívidas, mas sem privatizar nenhuma empresa estatal. “Isso é de fundamental importância para o desenvolvimento dos Estados e dos municípios”, frisou o parlamentar.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: PT na Câmara