O governo federal tem virado as costas para o Nordeste, afirma João Daniel


Aracaju, 23 de março de 2017

O deputado federal João Daniel (PT/SE) voltou a lamentar a paralisação das atividades voltadas à questão agrária em todo país, desde a retirada da presidenta Dilma Rousseff, e os prejuízos que isso tem trazido para o estado de Sergipe. Segundo o parlamentar, este governo tem virado as costas para o Nordeste e para o Estado de Sergipe. “Tivemos o prazer de sermos o Estado com a melhor distribuição de terra, que caminhava para a regularização fundiária dos posseiros em diversas regiões, o que era feito em parceria do governo federal com o governo do Estado”, lembrou, referindo-se às parcerias do governador Marcelo Déda com o presidente Lula e do governador Jackson Barreto com a presidenta Dilma.
Situação bem diferente da atual, registrou o deputado. De acordo com João Daniel, nunca na história de Sergipe houve a necessidade de o Ministério Público Federal intermediar negociações entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e os movimentos sociais como houve agora, depois que os movimentos ocuparam a sede do Instituto para reivindicar o andamento das políticas públicas para a reforma agrária. “Tivemos ação judicial de despejo de mobilização, no Incra, de trabalhadores e movimentos sociais. Esse é o período que nós estamos vivendo”, lamentou.
Segundo o deputado, a única coisa que se fala é que vai se levar dinheiro para titular e demarcar assentamentos antigos para cobrar a terra, para cobrar impostos e para não fazer as obras de infraestrutura que ainda faltam, como muitos assentamentos que ainda não têm água, não têm escolas, estradas, nem a infraestrutura necessária. “Por isso nós lamentamos a forma como vêm sendo conduzidas as ações, jogando funcionários de carreira contra funcionários, jogando os funcionários contra movimentos sociais”, disse.

 

João Daniel acrescentou que espera que o Ministério Público Federal interfira no sentido de acionar os órgãos responsáveis para que atendam às reivindicações dos trabalhadores e dos movimentos sociais, a fim de que o Incra seja aquilo que foi desde a sua essência: um órgão responsável pela reforma agrária. “Não podemos aceitar o que está sendo feito. Por isso lamentamos e exigimos que haja respeito aos movimentos que lutam pela reforma agrária”, completou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: PT na Câmara