João Daniel lamenta repressão e uso da força militar contra manifestantes em Brasília


Aracaju, 24 de maio de 2017

 

Um dia anormal. Foi assim que o deputado federal João Daniel (PT) classificou esse 24 de maio de 2017, data marcada por uma grande mobilização nacional que tomou conta de Brasília. Mas os manifestantes, vindos de todo Brasil, que realizavam um ato contra as reformas Trabalhista e Previdenciária e cobrando a renúncia do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas para a escolha de seu sucessor, foram violentamente agredidos, inclusive os parlamentares que participavam da manifestação.

 

“Estamos vivendo um período e um dia anormal. Há uma grande mobilização nacional na qual os Parlamentares – entre eles eu – foram agredidos”, disse, referindo-se às bombas com gás lacrimogêneo lançadas contra os manifestantes. Para o deputado, não era normal que depois das agressões, inclusive com a presença das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios, conforme determinação do presidente, a sessão legislativa na Câmara continuasse. “Não é normal continuar a ter sessão e deliberação”, afirmou João Daniel.

O parlamentar lembrou que o país vive um momento em que o povo brasileiro exige a renúncia do presidente da República. “Nós vivemos um momento em que o povo exige que este Congresso aprove a PEC para as eleições diretas, que se exige a democracia, o respeito às manifestações nas ruas. Portanto, senhor presidente, não podemos entender como normal estar o Congresso Nacional e a Praça dos Três Poderes cercados de grades, de repressão”, disse, ao repudiar todos que mandaram cercar a área.

 

Logo em seguida, os parlamentares da bancada de oposição ao governo na Câmara se retiraram da sessão, aos gritos de “Fora Temer”, deixando claro seu repúdio contra mais essa arbitrariedade de utilização das Forças Armadas contra as manifestações e a Câmara continuar a funcionar como se nada tivesse ocorrido. “Não podemos aceitar essa normalidade. Não é normal essa situação que está acontecendo”, afirmou João Daniel. Ele acrescentou que, apesar de toda repressão, o povo continuará nas ruas. “Não nos recusaremos a estar nas ruas. Estaremos firmes!”, ressaltou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Fotos: Márcio Garcez