João Daniel lamenta morte de reitor da UFSC e repudia linchamento público


Aracaju, 04 de outubro de 2017

 

 

 

Ao lamentar a trágica morte do reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, ocorrida esta semana, o deputado federal João Daniel (PT/SE) alertou para o linchamento que tem ocorrido, hoje, no país, contra acusados sem que haja provas, antes de qualquer condenação. Para ele, o reitor foi uma vítima de toda essa situação. No mês de setembro, Cancellier foi afastado da função de reitor, após ter sido preso em uma operação a Polícia Federal que investigou supostos desvios em programas da universidade.

 

“Agora, nos últimos tempos, em muitos casos, primeiro se faz o linchamento público com toda a mídia, depois se prende, depois se humilha e depois a notícia morre. E a pessoa, como o próprio reitor, certamente iria responder durante 10 anos, 12 anos ou 15 anos para depois ser inocentada”, avaliou João Daniel.

 

Em seu discurso, o parlamentar registou as notas públicas divulgadas sobre a morte do reitor da UFSC, lamentando a sua morte e também alertando para essa grave situação da qual ele foi vítima, emitidas pelo procurador-geral de Santa Catarina e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e um artigo escrito pelo próprio reitor, onde se dizia ser favorável e defendia que todas as denúncias em todos os locais fossem apuradas, dado todo o direito de defesa e, quando comprovadas, que sejam punidos.

 

Para o deputado João Daniel, é um absurdo o que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Judiciário fizeram com o reitor e fazem em vários cantos do país. “Não estamos aqui dizendo que não houve nada, mas é preciso que haja respeito, que haja prova antes de qualquer condenação, antes de qualquer linchamento. Precisamos respeito das instituições”, frisou o parlamentar.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: Márcio Garcez