João Daniel avalia que manifestações ainda podem impedir reformas


Aracaju, 26 de abril de 2017

 

 

Às vésperas da greve geral convocada por centrais sindicais, movimentos sociais e populares para essa sexta-feira, dia 28, o deputado federal João Daniel (PT/SE) acredita que essas mobilizações, com a população nas ruas se posicionando contrário às reformas Trabalhista e da Previdência, podem impedir que elas sejam aprovadas. “A população vai às ruas dar a resposta a este governo que tem uma política econômica contrária aos interesses populares e que representa os banqueiros, o setor financeiro que quer retirar, a todo custo, os direitos da classe trabalhadora”, afirmou.

 

Em discurso na sessão dessa quarta-feira, dia 26, o parlamentar registrou o grande ato realizado no último sábado, dia 22, no município de Propriá, contra a Reforma da Previdência. O ato público foi realizado na feira da cidade, aproveitando esse espaço popular para dialogar, ouvir e esclarecer a população do município sobre os direitos que estão sendo ameaçados com a proposta de reforma da Previdência.

 

“Parabenizo o vereador Heldes, o Sindicato União dos Produtores, Agricultores e Trabalhadores Rurais de Propriá, representado por sua presidenta a senhora Kátia; Sindicato dos Servidores Públicos do Município, representado por seu presidente Claudio Herculano; a Associação do Desenvolvimento do Povoado São Vicente e Adjacências, representado pelo presidente José Carlito de Oliveira; o Acampamento Estrela, localizado no Distrito Industrial de Propriá, que esteve representado por todas as famílias”, disse, agradecendo também à cobertura jornalística feita pela emissora Propriá FM, levando essa discussão a toda região.

 

João Daniel ressaltou que esse é um tema que está sendo debatido por toda a sociedade e a população está apreensiva com a velocidade com que esta proposta está sendo debatida e encaminhada na Câmara, a exemplo da reforma Trabalhista e como foi o projeto de terceirização e o congelamento de gastos públicos, resultando na destruição de uma série de conquistas históricas. “A precarização das relações de trabalho e perspectiva que a maioria dos cidadãos não conseguirá aponta para um único caminho: massacrar cada vez mais os pobres e classe trabalhadora, tudo em nome dos poucos que dominam o capital”, disse.
O deputado acrescentou que, por isso, acredita que a única saída para interromper este processo é através das mobilizações de rua para pressionar os parlamentares a não aprovar essas reformas.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa