Importância de continuidade da Deso pública é defendida por João Daniel


Aracaju, 22 de março de 2017

 

Caminhada pela Água, em defesa da Deso, na manhã de hoje

No Dia Mundial da Água, o deputado federal João Daniel (PT) parabenizou as manifestações que aconteceram em todo país para marcar a data em defesa desse bem tão precioso, em especial a realizada em Sergipe. Na manhã dessa terça-feira, dia 22, aconteceu em Aracaju a Caminhada pela Água, com a participação de trabalhadores da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), o Sindisan (sindicato que representa a categoria) e movimentos sociais. O ato teve como objetivo defender a empresa, que está sob ameaça de ser privatizada.

 

“Lamentamos que o governo federal queira impor a privatização dessa empresa fundamental para a vida e a saúde do povo. Água é vida. Saneamento é saúde. Nós vamos estar ao lado dos trabalhadores e em defesa da Deso, contra a privatização, junto com os movimentos sociais, servidores e todos que querem essa empresa forte, pública pois ela é fundamental para Sergipe”, afirmou João Daniel.

 

A Caminhada pela Água teve sua concentração em frente à sede da Deso, no bairro São José, em Aracaju, de onde saíram os manifestantes em caminhada pelas ruas do centro até a Assembleia Legislativa de Sergipe, onde foi entregue um manifesto aos deputados estaduais contra a privatização da Deso. O manifesto foi construído pelo Sindisan e conta com a assinatura de dezenas de entidades. Delegações de vários municípios sergipanos participaram do ato, que contou com apoio de diversas categorias de trabalhadores. Nesses mais de 40 anos de existência da Deso, a empresa é responsável pelo fornecimento de água e saneamento em 73 municípios sergipanos.

 

Rodoviários

Em seu discurso na sessão desta quarta-feira, na Câmara, o deputado João Daniel também parabenizou os rodoviários de Brasília, que iniciaram uma greve contra o projeto de terceirização que está sendo discutido na sessão de hoje, por entender que esse projeto é nocivo e só quer garantir mais lucros aos patrões e escravizar os trabalhadores. “Parabéns às categorias e às centrais sindicais que estão na luta em defesa da classe trabalhadora”, disse João Daniel, que defendeu a retirada desse projeto de pauta.

 

Para ele, se aprovado, o PL 4.303/98 vai precarizar a situação dos 40 milhões de brasileiros que hoje têm seus direitos trabalhistas garantidos. “Esse projeto não vai gerar um emprego a mais. Ele só precariza os trabalhadores que estão trabalhando de carteira assinada, enfraquece o movimento sindical e retira direitos conquistados”, avaliou João Daniel.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa