Greve geral: João Daniel parabeniza trabalhadores por greve geral e lamenta posição de entidades patronais


Aracaju, 03 de maio de 2017

 

 

Greve geral tomou conta das ruas de Aracaju: trabalhador na rua, a luta contra as reformas continua!

A grande adesão à greve geral em Sergipe foi destacada pelo deputado federal João Daniel (PT/SE) em discurso realizado na sessão desta quarta-feira, dia 3, na Câmara dos Deputados. Ele parabenizou todas as centrais sindicais, movimentos sociais e toda população que cruzou os braços e foi às ruas, na última sexta-feira, dia 28, contra as reformas Trabalhista e da Previdência. “Foi um grande ato em Sergipe, o maior já realizado, com mais de 60 mil pessoas percorrendo as ruas da capital, além dos atos no interior”, registrou.

 

Para ele, essa grande mobilização, num ato unificado através da Frente Brasil Popular, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), com apoio das igrejas e outros movimentos, como advogados e juristas, mostrou a força e a unidade popular contra as reformas que vêm retirar direitos.

 

O deputado lamentou que, apesar de ter sido um ato cidadão e pacífico, entidades representativas dos empresários estejam avaliando entrar na Justiça contra as centrais sindicais que participaram da greve geral, sob a alegação de que teriam sofrido prejuízos financeiros, conforme está publicado hoje em toda imprensa sergipana. “Nos estranha esse posicionamento de entidades como a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, Câmara de Dirigentes Lojistas, Fecomércio e Sindicatos das Empresas de Transporte e de Donos de Farmácias”, disse João Daniel, acrescentando que, nesse caso, os empresários precisam rever sua posição.

 

Segundo o parlamentar, os sindicatos de trabalhadores de várias categorias aprovaram em assembleia a paralisação no último dia 28 e comunicaram que não estariam desempenhando suas atividades. João Daniel acrescentou que os empresários querem fazer com que as leis trabalhistas e todas essas reformas sejam aprovadas para que se retire cada vez mais os direitos da classe trabalhadora. Ele disse ainda que espera que essa posição de radicalismo contra as centrais e, consequentemente, os trabalhadores que participaram da greve, não seja da maioria dos empresários.

 

“É uma falta de respeito com um direito conquistado na Constituição que é o direito de fazer greve, de fazer paralisação e exigir seus direitos. É preciso que o Parlamento e essa Câmara acorde para as ruas e impeça que a Reforma da Previdência seja aprovada, porque ela é o fim da previdência pública. Precisamos exigir que as empresas, bancos e o governo paguem à Previdência o que devem e não prejudiquem a classe trabalhadora”, afirmou João Daniel, ao se solidarizar com todos os trabalhadores, em especial os comerciários de Sergipe, e todas as lideranças, em nome de Ronildo Almeida, da UGT”, completou João Daniel.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: Márcio Garcez