Em ato, João Daniel reafirma a importância da união de forças em defesa da soberania nacional


Aracaju, 22 de novembro de 2017

 

 

O deputado federal João Daniel (PT/SE) participou, na manhã dessa quarta-feira, dia 22, do ato político em defesa da soberania nacional, realizado pela Frente Brasil Popular em Sergipe, juntamente com o Movimento Popular Camponês (MCP), que realiza, em Aracaju, o VIII Seminário Nacional de Agrobiodiversidade e Sementes Crioulas. Na oportunidade, o parlamentar, ao fazer uma análise da conjuntura política pela qual passa o país, ressaltou a importância de ser debatida a questão da soberania nacional.

 

Além dos participantes do seminário e militantes dos movimentos sociais, estiveram presentes ao ato o arcebispo metropolitano de Aracaju, dom João José Costa; a deputada estadual Ana Lúcia (PT); o dirigente nacional do MCP, Dennis Lucas Gonçalves; o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Sergipe, Gileno Damascena; a representante da Frente Brasil Popular, Dalva Angélica; representando a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Sérgio Souza; e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Sergipe, Rubens Marques.

 

Na avaliação do deputado João Daniel, a soberania nacional é, hoje, o tema principal que precisa ser debatido, pois temos visto um governo que não foi eleito diretamente pelo voto popular para adotar as medidas que vêm tomando. “Este é um governo que nasceu sem ter a participação popular e todos os dias saem notícias novas do desmonte que tem sido feito em nosso país”, disse. Para ele, o MCP realizar esse ato em defesa da soberania nacional dentro de um seminário nacional que trata sobre a agrobiodiversidade e sementes crioulas tem tudo a ver, porque é fundamental debater esse tema e também porque a soberania começa pelas sementes, para que o produtor tenha elas sob seu controle e não seja dependente.

 

Em sua análise, o deputado João Daniel ressaltou que a elite brasileira, junto com as grandes corporações internacionais, colocou três pontos que deveriam ser postos em prática para interromper um projeto de soberania e de nação que vinha sendo construído. O primeiro era retirar o mandato da presidenta Dilma Rousseff, pois ela não assinaria esses projetos que estão em curso nesse momento. O segundo ponto era fazer as reformas contra o povo brasileiro, entre elas a reforma trabalhista, o projeto de lei de terceirização e a Emenda Constitucional 95 – a PEC dos Gastos, que congela por 20% os investimentos públicos em setores essenciais, como saúde e educação – e agora a reforma previdenciária. E o terceiro ponto é atacar a soberania nacional, englobando nela a entrega do pré-sal, a permissão do avanço dos agrotóxicos, a questão das sementes, da terra, das águas, do setor elétrico, dos minérios e do petróleo.

 

Para ele, é preciso unir todas as forças que querem um Brasil que cuide dos brasileiros. “Precisamos de um novo presidente eleito democraticamente que faça um referendo para saber se a reforma trabalhista, a terceirização, entrega do pré-sal é de interesse dos brasileiros. Porque esse governo não foi eleito pelo voto popular tendo apresentado essas propostas que está colocando em prática hoje”, disse. João Daniel acrescentou que é preciso compreender esse momento que o país vive. “E o papel de todos os movimentos é ser fermento para levar em cada canto os esclarecimentos a toda população de que o Brasil pode e vai ter um projeto para todos se ajudarmos a construir”, afirmou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Fotos: Luiz Fernando