CPI Incra/Funai: João Daniel repudia relatório que pede indiciamento de lideranças ligadas à defesa de índios e reforma agrária


Aracaju, 04 de maio de 2017

 

 

Na tribuna da Câmara dos Deputados, João Daniel (PT/SE) repudiou, nesta quinta-feira, dia 4, o relatório final da CPI Incra/Funai que pede que sejam investigadas mais de 100 pessoas ligadas à defesa da reforma agrária, dos direitos humanos e de comunidades tradicionais. Entre essas pessoas, destacou o deputado, estão bispos, procuradores da República, desembargador, indígenas e lideranças que lutam em defesa dos índios e povos tradicionais.

 

“É uma vergonha! Essa CPI não atendeu nenhum pedido, nenhum requerimento por parte dos partidos que defendem os índios, os posseiros e quilombolas. Ela envergonha esta Casa e defende a grilagem e a violência no campo”, afirmou João Daniel. Ele acrescentou que não acredita que todos os representantes do agronegócio tenham total consciência e apoiem esse tipo de CPI.

 

Segundo o deputado, a comissão atuou de uma forma brutal, no sentido de manipular o regimento e impedir que a bancada de oposição aprovasse um requerimento sequer. “Foi uma CPI feita por eles sem ouvir ninguém, sem nenhum compromisso com o regimento. Um preconceito aberto contra os povos indígenas, quilombolas, a reforma agrária, a agricultura familiar, uma postura arrogante e sem limite”, disse João Daniel, ao lamentar o desrespeito da CPI ao criminalizar entidades de movimentos indígenas, quilombolas e de defesa da reforma agrária.

 

No final da manhã, o deputado João Daniel, pela liderança do PT na Câmara, participou de reunião, juntamente com os deputados Patrus Ananias (PT/MG) e Janete Capiberibe (PSB/AP), com integrantes de entidades e movimentos sociais, como Conselho Missionário Indigenista (CIMI), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq) com o subprocurador-geral da República, Luciano Maia. Na ocasião, eles debateram justamente o relatório final elaborado pela CPI. Para João Daniel, é fundamental que se denuncie esse documento e seus objetivos. “Essa postura dignifica o Ministério Público Federal e nos dá força para continuar firme nessa batalha”, declarou o deputado.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa