Contra reformas: João Daniel participa de reunião com centrais e frentes


Aracaju, 15 de maio de 2017

 

 

O deputado federal João Daniel (PT) participou de reunião, na manhã dessa segunda-feira, dia 15, com representantes de sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O encontro teve como objetivo tratar sobre os próximos encaminhamentos na luta contra as reformas da Previdência e Trabalhista e os retrocessos que têm ocorrido no país nos últimos 12 meses. Toda bancada federal de Sergipe foi convidada para esta reunião. João Daniel afirmou que, apesar dos retrocessos, a pressão popular tem condições de barrar essas reformas.

 

Participaram da reunião representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), CSP Conlutas, sindicatos, além de movimentos sociais. Para o deputado João Daniel, nesses últimos 12 meses, o Brasil viu serem aprovados projetos a serviço do grande capital nacional e internacional, que é o desmonte do Estado e das políticas públicas.

 

“Vivemos um período de retrocesso por conta de um Congresso conservador e a sociedade não pode aceitar isso e não aceitou. Tanto que no último dia 28 mostrou uma força como nunca na história do Brasil durante a greve geral”, disse. Para o deputado, é essa força das ruas e de todos os setores progressistas que inviabilizarão essas reformas.

 

O representante da Frente Brasil Popular, Herick Argolo, destacou a importância da greve geral do dia 28 de abril, a maior já ocorrida no país e construída diante de um longo processo pela Frente e outras entidades que se somaram. Em Sergipe, foram 60 mil pessoas nas ruas no dia da greve geral. “Com ela, conseguimos demarcar uma linha que para que não haja retrocessos, além dos que já aconteceram até agora”, disse. Entre esses retrocessos ele citou o congelamento do orçamento público para áreas essenciais por 20 anos para investimentos, com a PEC 55/241; a entrega do petróleo do pré-sal, em que se estima uma perda de R$ 1 trilhão para saúde e educação no Brasil; e a tentativa de implementação das reformas da Previdência e Trabalhista, esta última já aprovada na Câmara. “A partir da greve, a gente percebe que há, hoje, uma grande dificuldade do governo Temer para aprovar essas reformas”, colocou.

 

Para Herick, a greve geral foi o coroamento de um longo trabalho de construção da Frente, que já existe há dois anos. Agora, trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais trabalham na perspectiva de uma grande marcha para Brasília, para o ato “Ocupa Brasília”. O objetivo é que 100 mil pessoas vão à capital federal para levar seu recado de repúdio à aprovação dessa proposta aos parlamentares federais. Uma nova greve geral não está descartada, caso os movimentos não consigam barrar a aprovação da reforma.

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa