Conflitos agrários: João Daniel repudia mais mortes no campo no Pará


Aracaju, 27 de maio de 2017

 

Uma nova chacina, ocorrida essa semana, veio derramar mais sangue na história dos conflitos no campo, no Brasil. Dez posseiros foram assassinados no Acampamento Nova Vida, na Fazenda Santa Lúcia, município de Pau d’Arco, no Pará, na última quarta-feira. O deputado federal João Daniel (PT/SE) repudiou a morte dos nove homens e uma mulher que foram assassinados durante o cumprimento de uma ação de despejo. “São mais 10 trabalhadores rurais assassinados no Pará. Nosso repúdio à violência no campo e na cidade e também nosso repúdio ao governo do Pará e à polícia, que depois de 21 anos do massacre de Eldorado do Carajás assassinam mais 10 pessoas”, disse o deputado, em discurso na Câmara.

 

João Daniel disse que esse massacre ocorreu em meio a uma escalada de violência ligada à terra no país. Em abril, nove pessoas foram assassinadas em um assentamento no Município de Colniza (MT). Entre os mortos estavam idosos e crianças. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) apresentou relatório referente ao ano de 2016 em que aponta que no ano passado foram 61 mortes em conflitos relacionados à terra. Número que representa 22% a mais que no ano anterior. Mas somente agora em 2017, com as mortes dessa semana em Pau d’Arco, já são 36 assassinatos.

 

Para o deputado, a intensificação desses conflitos tem responsabilidade direta desse governo, que desde que chegou à Presidência vem adotando medidas que acabaram contribuindo para essa violência. Entre elas, a extinção da Ouvidoria Agrária Nacional, que era responsável por mediar e prevenir os conflitos agrários. “Este governo não está tendo condições de garantir a segurança de agricultores, indígenas, posseiros e quilombolas. E com essas medidas a violência no campo está cada vez mais aumentando. Toda essa situação é fruto de uma política desse governo que não trata a violência no campo como deve ser tratada”, afirmou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa