“A violência só se resolve com investimentos profundos do estado em serviços públicos”, diz João Daniel


Aracaju, 21 de fevereiro de 2018

Preocupado com os rumos da intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, o deputado federal João Daniel (PT/SE), em discurso durante a sessão desta quarta-feira, dia 21, lembrou que, pela Constituição federal, o presidente da República é o comandante maior das Forças Armadas. Segundo ele, quando um comandante quando não sabe o que quer fazer ou utiliza as Forças Armadas para atingir outros objetivos coloca em risco não só elas, mas, em especial, a sua população.

 

O deputado João Daniel disse que a história do Brasil, em todos os momentos de longa crise pelos quais passou, a elite encontrou como caminho sua resolução a utilização da repressão e a polícia contra o povo. Para ele, o que o Rio de Janeiro precisa nesse momento é de um estado democrático e popular. “A violência no Rio de Janeiro e no Brasil só se resolve com investimentos profundos do estado nos serviços públicos, em saúde, educação e moradia”, afirmou.

 

Ele avaliou que o que o governo federal está fazendo com a utilização das Forças Armadas no RJ não é nada mais nada menos do que o que sempre se fez no país em momentos de crise. “Se utiliza a polícia e a repressão e se privatiza as estatais”, disse, referindo-se a intenção do governo federal em privatizar o Sistema Eletrobras. Inclusive, na manhã desta terça-feira, o deputado participou de um grande ato em defesa do sistema elétrico, pela sua continuação com o público. “Tivemos um grande debate, com a participação de movimentos sociais, trabalhadores e parlamentares quando discutimos sobre o risco do grande crime que é a privatização do Sistema Eletrobras”.

 

De acordo com o parlamentar, neste momento não se pode ter dúvidas. “Devemos estar ao lado da democracia, ao lado do povo brasileiro, de um Estado que dê garantia de programas e projetos sociais e que olhe para o povo como o único responsável possível para encontrar saída para os problemas sociais. Se quiser resolver o problema da segurança, primeiro ouça a população e invista em projetos em que essa população possa ser incluída”, afirmou João Daniel.

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil