Sergipe recebe militantes da Esquerda Popular Socialista do PT em congresso nacional


Aracaju, 20 de abril de 2015

 

Filiados do Partido dos Trabalhadores (PT) integrantes da corrente Esquerda Popular Socialista (EPS) de 12 estados estiveram reunidos em Sergipe desde o último sábado até essa segunda, dia 20, quando participaram do I Congresso Nacional da EPS. Quase 200 participantes, entre delegados e observadores, debateram durante esses dias os desafios da esquerda, dos trabalhadores, a importância da participação da militância, juventude e movimentos sociais nesse momento político que vive o país, bem como o fortalecimento do partido.

 

Entre os participantes do I Congresso Nacional da EPS, os deputados federais João Daniel (SE) e Valmir Assunção (BA), que fazem parte dessa tendência petista; o ex-ministro da Pesca, José Fritsch; a ambientalista e presidente do Comitê Chico Mendes, Angela Mendes; e a prefeita de Uruçuca (BA), Fernanda Silva. João Daniel destacou que, mais que debates de ideias, o congresso possibilitou importantes encaminhamentos e que esse grupo comprometido com a história política brasileira esteja cada vez mais afinado com a classe trabalhadora e dê a sua contribuição para o que precisa ser modificado no país. “Temos muitos desafios e um caminho a percorrer. A nossa corrente continuará com preocupação firme de estar comprometida com a história do PT, ou seja, estar enraizada na classe trabalhadora”, disse.

 

Um dos quadros históricos do Partido dos Trabalhadores e integrante da tendência, José Fritsch avaliou como fundamental a realização do Congresso Nacional da EPS dentro desse contexto que vivem o país e o PT, porque se pôde analisar tudo que foi feito nos últimos tempos, os resultados que tem se alcançado no governo e o ataque que esse vem sofrendo da direita para derrubar o atual projeto. “Estamos vivendo uma situação em que a luta de classes voltou de uma maneira muito forte e a direta trava essa luta com uma carga muito perigosa que é o ódio”, avaliou.

Por tudo isso, disse Fritsch, foi muito positivo realizar o congresso nesse momento. “Porque conseguimos fazer uma análise de qual é o nosso papel, do PT e também do governo, da nossa tendência e fazer com que o movimento social, que começa novamente um processo de efervescência, seja o centro das disputas políticas dentro desse contexto da luta de classes”, completou, ao acrescentar que depois de um período de rebaixamento do ânimo da militância, nos últimos meses houve uma reação e se observa o retorno do entusiasmo.

 

Juventude

A presença da maciça da juventude mostrou uma das características da EPS e isso pode ser comprovado durante o congresso, onde ela foi maioria. Danielle Ferreira, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e Coletivo Quilombo, disse que para a juventude esse foi um momento especial, pois esteve debatendo, apresentando opinião. Para ela, isso é reflexo de como está sendo pautada a organização para a disputa de opinião nas ruas e esses jovens que se organizam de forma espontânea estão indo para as ruas lutar por pautas progressistas e por mais direitos.

 

“Estamos vivendo um cenário conjuntural nacionalmente de acirramento das lutas. É colocada para nós a tarefa cada vez mais de conseguir se organizar e fazer uma leitura objetiva, sincera, ideológica a partir do viés de esquerda sobre isso e o enfrentamento que estamos fazendo na defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude”, disse, ao acrescentar ser motivo de orgulho ter sido possível fazer nesse momento um debate com pessoas de vários estados, colhendo opiniões, avaliando e traçando rumos e estratégias dessa mais nova tendência do PT.

Para o deputado federal Valmir Assunção, a EPS acertou ao escolher Sergipe para realizar seu primeiro congresso nacional por ter uma grande liderança integrando essa corrente, que é o deputado federal João Daniel. “A realização desse congresso com a participação da militância, juventude e movimentos sociais nos deixa muito feliz, porque isso nos fortalece, fortalece todos que lutam por democracia, justiça social e fortalece o projeto da presidenta Dilma e o nosso partido”, declarou.

 

Já a prefeita de Uruçuca (BA), Fernanda Silva, avaliou que o congresso foi uma oportunidade de dialogar com os petistas de diversos estados do país a importância de reafirmar o apoio ao governo federal e levantar as bandeiras de luta da EPS. “Nós surgimos com a tarefa de dialogar com os movimentos sociais e estamos cumprindo essa tarefa e nos reunimos juntos com eles durante esses dias para discutir a política e os pilares da EPS”, disse, ao se referir à política e empoderamento das mulheres na sociedade, reafirmação da política de negros e negras, o diálogo com os movimentos sociais, a importância da juventude, além da política LGBT. “Isso é o que nós acreditamos e lutamos e estivemos reunidos com participantes de diferentes estados passando nossas realidades e levantando as nossas energias para a disputa no próximo período”.

 

A ambientalista Angela Mendes, filha do seringueiro e ambientalista Chico Mendes, morto em 1988, classificou como muito importante a realização do I Congresso Nacional da EPS para que se definisse espaços e houvesse o fortalecimento enquanto tendência e força que está mais à esquerda dentro do partido. “Foi um momento, inclusive, de compartilharmos nossas experiências e nos conhecermos enquanto militantes”, destacou.

 

No encerramento do congresso foi feita a eleição da Executiva Nacional da EPS para o próximo período, com a definição também de seus coordenadores setoriais. O deputado federal João Daniel foi eleito como coordenador do Conselho Político da EPS, juntamente com a prefeita Fernanda Silva.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Fotos: Luiz Fernando