Sempre defendemos que todas as denúncias fossem apuradas, diz João Daniel


Aracaju, 08 de agosto de 2016

 

Registro do protocolo na Corregedoria da Casa pedindo investigação contra Eduardo Cunha

Depois de quase 10 meses de processo se arrastando, finalmente foi lido em plenário, na sessão desta segunda-feira, dia 8, o parecer do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que pede a cassação do deputado e ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB). O deputado João Daniel (PT/SE) defende que o processo seja colocado em votação no plenário da Câmara até a próxima quarta-feira.

 

Em discurso realizado na sessão desta segunda-feira, João Daniel lembrou que teve a satisfação de poder encabeçar, junto com outros parlamentares, a iniciativa do afastamento de Eduardo Cunha desde o primeiro momento, para que as denúncias feitas pelo Ministério Público da Suíça e do Brasil contra o então presidente da Câmara fossem apuradas e ele fosse afastado para que fizesse sua ampla defesa. “Não ocorreu e o que vimos foi uma grave crise política criada com o objetivo de derrubar e cassar o mandato da presidenta Dilma Rousseff, orquestrado e apoiado pela oposição, especialmente o PSDB de Aécio Neves, e apoiado pela Fiesp e setores conservadores”, disse.

 

Em outubro do ano passado, o deputado João Daniel assinou a representação apresentada por um grupo de parlamentares contra o então presidente da Câmara. O documento foi protocolado no dia 7 de outubro na Corregedoria da Casa, para que sejam investigadas as graves denúncias contra o presidente, a partir das informações passadas pelo Ministério Público suíço sobre a existência de contas em nome de Eduardo Cunha, contradizendo o depoimento dele na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, quando negou possuir contas no exterior.

 

O deputado João Daniel acredita que esta cassação é importantíssima e avaliou que também se dê nomes a todos que são insinuados, permanentemente, na imprensa que existem mais de 100 pessoas, inclusive ministros e empresários, por trás de tudo isso. “Sempre defendemos que todas as denúncias sejam apuradas e todos os denunciados tenham amplo direito de defesa e sejam punidos, na medida que for comprovado”, colocou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: Márcio Garcez