Seminário debaterá impactos socioeconômicos dos agrotóxicos na saúde dos trabalhadores rurais


Aracaju, 24 de março de 2015

Todos os anos, cada brasileiro consome, em média, 5,2 litros de agrotóxicos. A quantidade é muito elevada e coloca o Brasil como o maior mercado mundial de agrotóxicos, à frente dos Estados Unidos, desde o ano de 2008. Para tratar essas e outras questões será realizado em Sergipe o seminário “Os impactos Socioeconômicos e na saúde dos trabalhadores e trabalhadoras rurais decorrentes da monocultura praticada pelo agronegócio e do uso de agrotóxicos”.

 

O evento será realizado, no dia 27 de março, às 9 horas, no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe, pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, atendendo ao requerimento 01/2015, de autoria do deputado federal João Daniel (PT/SE).

 

A expectativa é que, durante o seminário, parlamentares, autoridades governamentais, associações de produtores rurais, o movimento social dos trabalhadores rurais e urbanos e a sociedade sergipana possam discutir os problemas decorrentes da manipulação e aplicação de agrotóxicos e do consumo dos produtos que os utilizam, bem como quais as medidas que estão sendo tomadas ou estudadas para a erradicação do seu uso no Brasil, além de discutir as experiências que estão adotadas no mundo com relação a esses problemas.

 

Para o seminário foram convidados parlamentares, representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Saúde, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), Ministério da Agricultura, da Assembleia Legislativa de Sergipe, Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Campanha Permanente contra Agrotóxicos e pela Vida, Articulação Nacional de Agroecologia, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Via Campesina, entre outros.

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa