Seminário debate criação da Reserva Extrativista do litoral sul e preservação da mangabeira


Aracaju, 22 de setembro de 2015

Na próxima sexta-feira, dia 25, será realizado seminário para tratar sobre criação da Reserva Extrativista (Resex) do litoral sul de Sergipe e preservação da mangabeira. O evento, promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, a partir de requerimento do deputado federal João Daniel (PT/SE), será realizado na Assembleia Legislativa de Sergipe, a partir das 9 horas. O evento é também uma iniciativa da deputada Ana Lúcia (PT), coordenadora da Frente Parlamentar Mista de Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Comunidades Tradicionais.

 

Segundo o deputado João Daniel, o objetivo é que durante o seminário sejam debatidos os procedimentos para a finalização do processo de criação da Reserva Extrativista do litoral sul de Sergipe. Para isso, participarão representantes do Instituto Chico Mendes (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério das Minas e Energia, do Incra, Secretaria de Estado de Agricultura e do Meio Ambiente, além de representantes dos movimentos sociais e de prefeituras da região, comunidades quilombolas e catadoras de mangaba.

 

A proposta de criação da Resex foi iniciada em 2005, mas encontra-se no Ministério do Meio Ambiente para análise para elaboração de decreto e avaliação da presidenta da República, Dilma Rousseff. A reserva, uma vez criada, se localizará no Sul do Estado de Sergipe, nos municípios de Estância, Indiaroba, Santa Luzia do Itanhy e Itaporanga d’Ajuda.

 

Um dos objetivos da Resex é garantir o acesso aos recursos naturais e que sua utilização ocorra de forma sustentável pelas populações tradicionais extrativistas.  Com a conservação das belezas do estuário, propiciada com a criação da Unidade de Conservação, vai permitir que os atrativos do estuário permaneçam e desta forma a atividade turística possa manter-se e ser mais valorizada não somente nas áreas de praia. Assim, a própria atividade turística pode ser diversificada e valorizar mais os atrativos naturais, os roteiros de ecoturismo, o turismo de base comunitária e o turismo cultural.

 

A proposta de limites apresentadas é talvez a única possibilidade para se conservar o conjunto de ecossistemas deste estuário e os demais atributos ambientais e culturais da região, colaborando decisivamente para a sobrevivência, desenvolvimento, e reconhecimento das comunidades tradicionais demandantes. As principais ameaças à conservação dessa área são: apropriação e ocupação desordenada, que provocam a expulsão da população local e a degradação dos recursos hídricos e dos ecossistemas do estuário, a especulação imobiliária nas regiões de restinga; falta de gestão dos recursos pesqueiros, causando redução dos estoques e ameaça à própria atividade de pesca.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa