Secretário-geral da OEA diz que impeachment contra Dilma é sem fundamento, destaca João Daniel


 

Aracaju, 07 de abril de 2016

 

A declaração do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, publicada no jornal O Globo, esta semana, de que a abertura de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma não tem qualquer fundamento e que seu mandato constitucional deve ser respeitado, foi repercutida na Câmara pelo deputado federal João Daniel (PT/SE) em discurso no parlamento. Segundo ele, a manifestação do secretário aconteceu durante debate ocorrido em Washington, nos Estados Unidos, sobre a situação atual do Brasil.

 

João Daniel acrescentou que Almagro disse ainda que não existe qualquer acusação, qualquer mancha de corrupção sobre a presidenta. “Então, não há qualquer fundamento para avançar com qualquer processo de destituição, definitivamente”, afirmou. O deputado lembrou ainda que estão acontecendo manifestações em todo mundo sobre essa tentativa de golpe contra a democracia no Brasil. “O mundo inteiro está denunciando o golpe que a oposição brasileira quer dar na democracia. Onde estão as contas descobertas da presidenta Dilma? Em lugar nenhum! Eles não têm nenhuma prova de crime”, acrescentou.

 

Para o deputado João Daniel, a oposição brasileira e os setores conservadores conseguiram ter consciência de que eles só vão chegar ao poder se disputarem e ganharem as eleições em 2018. “Eles já têm consciência — setores aqui dentro e setores lá fora — que o impeachment não passa, até uma parte da oposição, em editoriais, diz que a presidente tem que renunciar e haver uma nova eleição”, disse.

 

Na avaliação do parlamentar, para que a tentativa de impeachment não prospere é preciso pressão da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Via Campesina, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), da Frente Brasil Popular sobre todos os deputados. “Os parlamentares que votam no impeachment são golpistas, votam no golpe contra a Constituição brasileira. É preciso que o povo brasileiro saiba quem será o presidente e quem será o vice-presidente, caso seja tirada a presidenta Dilma, e qual será o programa para o nosso país”, alertou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: Márcio Garcez