Reitor fala sobre processo de expansão e importância do IFS em palestra na Assembleia


O grande expediente da sessão desta quinta-feira, dia 7, da Assembleia Legislativa foi reservado para a palestra do reitor do Instituto Federal de Sergipe, Ailton Ribeiro de Oliveira. A partir de uma iniciativa do deputado estadual João Daniel (PT) e aprovada pelos demais parlamentares, o reitor pode, na tribuna da Casa, fazer uma explanação sobre a atuação do IFS no Estado, sua importância e o processo de expansão do Instituto em Sergipe.

 

Em sua apresentação, o reitor Ailton Ribeiro fez um relato histórico da criação da educação profissional no Brasil, que iniciou em 1909 e em 2008 houve uma transformação da antiga Escola Técnica em Instituto Federal de Educação Profissional e Tecnológica e desde 2002 começou o processo de expansão em todo país. Ele também falou sobre o papel do Instituto, sua presença na nossa comunidade, o que o IFS representa hoje.

 

“O IFS hoje é uma instituição de nível superior, básico e profissional que atende todas as demandas da sociedade e escolaridade. Nós trabalhamos com educação básica, com nível técnico, graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão”, destacou. O IFS está presente hoje em Sergipe em seis municípios (Aracaju, São Cristóvão, Lagarto, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória e Estância). Com o início da construção da expansão 3, o IFS também estará nas cidades de Poço Redondo, Tobias Barreto, Nossa Senhora do Socorro e Propriá. “Sergipe que hoje tem seis campi passará a ter dez, até 2015, que é a previsão”, afirmou Ribeiro.

 

Ele também informou que o Campus de Aracaju será reformado, passando a ser um prédio moderno, para oferecer à comunidade escolar não só salas de aulas melhores, mas também melhores condições nos laboratórios. Em sua exposição, o reitor mostrou ainda o projeto da reforma do IFS em São Cristóvão, com novos alojamentos para os estudantes, bem como o da construção em Tobias Barreto, Poço Redondo, Propriá e Socorro.

 

Atualmente, o IFS possui um quadro de mais de 10 mil alunos regulares, mas com os alunos dos programas em convênio com o governo federal, a exemplo do Pronatec, e Educação à Distância (EAD), esse número chega a quase 14 mil alunos. São ofertados 14 cursos de nível superior e 32 de nível técnico, além de pós-graduação.

 

De acordo com o reitor Ailton Ribeiro, entre as finalidades do IFS estão expandir, ampliar e interiorizar a educação profissional, técnica e superior. Na oportunidade, ele diferenciou o papel das universidades e os institutos federais, explicando que a universidade tem o papel de realizar pesquisas que contribuam para o avanço do conhecimento sem a preocupação imediata desse saber no desenvolvimento de novas tecnologias. Já os Institutos Federais vêm para preencher essa lacuna. “Faltava às instituições de ensino superior a pesquisa aplicada que fazemos, na busca de soluções técnicas e tecnológicas. Essa é uma diferença básica. Fazemos pesquisa aplicada e as universidades fazem pesquisa pura”, disse.

 

Investimentos
Para possibilitar esse crescimento e expansão, o reitor ressaltou que houve um aumento considerável no orçamento do IFS. Em 2010, disse ele, era de R$ 96 milhões e para o ano de 2014 está previsto R$ 181.164.532 de orçamento em recursos do governo federal, fora os recursos próprios e parcerias. “Esse e apenas o recurso da matriz orçamentária do governo federal. É um valor maior que alguns municípios de Sergipe”, observou. Ailton Ribeiro também destacou os investimentos feitos em 2013 para aquisição bibliográfica, que foi de R$ 500 mil. “Em 2010 esse valor foi de R$ 28 mil”. De acordo com Ailton, atualmente o IFS tem em Sergipe quase R$ 100 milhões em obras na construção e reforma dos campi.

 

Segundo o reitor, o IFS também tem investidos em programas de bolsas para os estudantes: alimentação, residência, transporte, êxito acadêmico, atleta, Prêmio Talento Acadêmico, Partilhando Saberes, permanência, arte e cultura, monitoria e iniciação à docência, “São bolsas remuneradas como forma de inibir a evasão escolar”, disse. Muitas dessas bolsas são ofertadas graças a parcerias com empresas e entidades governamentais. Até 2010 essas parcerias não existiam. Atualmente são 135 delas.

 

Ailton Ribeiro destacou ainda as bolsas de iniciação científica para discentes, programas de intercambistas haitianos, que capacitou alunos no curso de Agroecologia e Agropecuária no campi de São Cristóvão, em parceria com o Incra e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), fora as ações de responsabilidade social do IFS, como o centro de treinamento de cães guia, projeto Mulheres Mil, Vôlei Sentado, proeficiência, entre outros.

 

“Estamos criando laboratórios, equipando, capacitando professores, oferecendo bolsa para alunos, iniciação científica, tudo para buscar a rota da excelência e como resultado dessa rota a temos tido boa avaliação”, frisou o reitor do IFS. Ailton Ribeiro destacou a avaliação de alguns cursos pelo Ministério da Educação, a exemplo do de Agroecologia, Matemática e Química, avaliados como bom. Além do de Gestão em Turismo, Automação Industrial e Engenharia Civil, que foram avaliados como muito bom.

 

“Como resultado desse processo, a revista Veja, no ano passado, apontou entre as pequenas campeãs o IFS de SE como a 10ª melhor. Isso é resultado de uma equipe de gestores, de professores motivados e alunos”, avaliou, acrescentando que é uma honra para Sergipe. O reitor Ailton Ribeiro agradeceu à Assembleia a oportunidade de expor essas informações, para conhecimento da sociedade.

 

Reconhecimento
Após a explanação do reitor do IFS, vários deputados se manifestaram para parabenizar o professor Ailton Ribeiro pela gestão à frente do Instituto e os dados apresentados da instituição. O deputado João Daniel destacou que desde o governo Lula, e agora na gestão da presidenta Dilma Rousseff, houve uma grande mudança com a expansão dos Institutos Federais. Para ele, essas explanação tem uma importância fundamental para que os deputados e a sociedade sergipana possam conhecer o trabalho e a importância do IFS para Sergipe e para o Brasil.

 

“É muito importante que aqui na Assembleia todos possam ouvir e ver esse grande trabalho que é feito em Sergipe. Antigamente era impossível penar num filho de trabalhador rural cursando uma escola técnica. Hoje estamos vendo a expansão do IFS e pra nós e fundamental que outras cidades do interior também tenham um campi”, disse, ao lamentar que a licitação para o de Poço Redondo nenhuma empresa tenha se habilitado para participar da concorrência para construção.

 

Outros deputados também se manifestaram, como Antônio Passos (DEM), a deputada Conceição Vieira (PT), Francisco Gualberto (PT), Ana Lúcia (PT), Maria Mendonça (PP), Gilson Andrade (PTC) e Garibalde Mendonça (PMDB). O reitor respondeu a alguns questionamentos feitos por eles, como sobre o processo de seleção, que agora é feito 100% pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entrega de unidades em construção e reforma, entre outros.

 

Edjane Oliveira, da Assessoria Parlamentar