João Daniel defende reforma política a partir de uma Constituinte exclusiva


Aracaju, 30 de agosto de 2016

O deputado federal João Daniel (PT/SE) voltou a reafirmar, hoje, dia 30, que uma verdadeira reforma política somente poderá ser feita a partir de uma Constituinte exclusiva. Para ele, somente isso – um parlamento eleito apenas com a finalidade de realizar uma verdadeira reforma política – poderá definir novas leis e normas para que o poder econômico deixe de ser o mandachuva no Parlamento brasileiro.

 

Em discurso feito na sessão da Câmara desta terça-feira, o deputado João Daniel afirmou que a presidenta Dilma Rousseff mostrou, mais uma vez, o que o Brasil já sabia. “A história brasileira vai registrar a capacidade, a firmeza e a coerência da presidenta Dilma ao desmontar, uma a uma, as perguntas e denúncias”, disse. Na avaliação do parlamentar, a votação no Senado, que deve ocorrer ainda nesta terça, entrando na madrugada de quarta, não é pela retirada do mandato da presidenta Dilma, mas, sim, pela retirada de direitos e de conquistas da classe trabalhadora brasileira.

 

O deputado João Daniel disse que qualquer senador que votar a favor do impedimento da presidenta Dilma está dando um voto manifesto a favor do golpe parlamentar que está sendo gestado no país. Ele ressaltou que o discurso da presidenta foi uma peça histórica que servirá, independentemente do resultado que o processo apresente, como uma exaltação à democracia. “Esse discurso foi uma demonstração inequívoca de que a base da democracia, no presidencialismo, é o respeito aos votos que lhes foram dados de forma livre e soberana e também pelos mais de 100 milhões de votos de todos os cidadãos e cidadãs do país”, afirmou.

 

João Daniel acrescentou que alguns senadores querem dar legalidade ao golpe argumentando que o processo no Senado está sendo conduzido pelo presidente do Supremo ou de que a presidenta comparecendo está dando provas da sua lisura. “A forma é diferente da que a ditadura Civil Militar usou, que nos levou ao obscurantismo por 20 anos, uma vez que o golpe parlamentar exige esta sistematização de formalidade. Mas, com certeza, embora a forma esteja sendo seguida, a votação pelo impedimento sem crime é a consolidação de um golpe”, afirmou.

 

Em seu discurso, o deputado João Daniel disse ainda que tinha esperança de que os senadores fizessem uma reflexão e não votassem no que não fosse verdade, no que está sendo denunciado pelo mundo afora como um golpe institucional. “O Senado votar aquilo que a Câmara votou, aí, sim, será a legalidade de um golpe a partir da Câmara e do Senado. Mas as ruas e o povo brasileiro estarão atentos para que não percam seus direitos”, frisou João Daniel, ao parabenizar todas as mulheres brasileiras que lutaram em nome da presidenta Dilma.

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: Márcio Garcez