“Não foi só o julgamento do Habeas Corpus de Lula, mas o caminho que o país tomará”, avalia João Daniel


 

Aracaju, 05 de abril de 2018

 

 

 

No dia em que o país voltou às atenções para o Supremo Tribunal Federal (STF), na expectativa de que este cumprisse seu papel de respeitar a Constituição Federal e garantir a presunção da inocência, até o trânsito em julgado do processo, se viu mais um passo do golpe contra a democracia no Brasil iniciado logo após as eleições de 2014. Antes mesmo da conclusão da votação pelos ministros, o deputado federal João Daniel (PT/SE), durante o ato em defesa da democracia realizado em Brasília, alertou para o significado que esse julgamento representava, além, apenas, da garantia de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanecer em liberdade até o trânsito em julgado do processo em que foi condenado pela Justiça Federal em Curitiba e o Tribunal Regional Federal (TRF4).

 

“O Brasil tem dois caminhos a escolher. Ou teremos uma nação que garanta direitos aos 210 milhões de brasileiros, ou vamos na direção do fascismo da direita preconceituosa. A causa de Lula não pode ser apenas do PT, mas de todas as forças democráticas do País que lutam por paz e justiça neste país”, afirmou o parlamentar.

 

Ato histórico em Brasília em defesa da democracia e de Lula

João Daniel ressaltou que essencialmente toda essa perseguição a Lula tem como objetivo deixá-lo fora da disputa pela Presidência da República, este ano, uma vez que o petista aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas. “O único crime cometido por Lula foi ter dado a 40 milhões de pessoas que viviam na miséria o direito de comer três vezes ao dia, de ter moradia e de colocar os filhos na universidade”, disse.

 

Durante o ato, o deputado João Daniel lembrou que o julgamento do Habeas Corpus de Lula no STF aconteceu justamente no dia em que se completou 50 anos do assassinato do ativista Martin Luther King Júnior, nos Estados Unidos, ardoroso defensor dos direitos humanos, especialmente os negros. Ele também lembrou o brutal assassinato recente da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco.

 

“O pato amarelo que rodou o Brasil preparava o golpe contra os direitos do povo brasileiro, da juventude, para tirar o sonho do povo brasileiro de levantar pela manhã e saber que seus filhos poderiam entrar para a universidade, ter casa e condições de vida. Por isso hoje não é só o julgamento de um Habeas Corpus”, frisou João Daniel.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Fotos: Lula Marques