João Daniel solicita que governo intervenha para que 100 famílias não sejam despejadas


Aracaju, 4 de novembro de 2014

Preocupado com a situação de 100 famílias que há quatro anos moram no loteamento Alto da Bela Vista, no bairro Santa Maria, em Aracaju, o deputado João Daniel (PT) foi à tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta terça-feira, dia 4, para pedir ao Judiciário e ao governo do Estado que busquem uma solução para que as famílias não sejam retiradas da área. Segundo ele, o juiz da Comarca de São Cristóvão já pediu a reintegração de posse do terreno onde estão as casas construídas pelas famílias.

“O comando da Polícia Militar já esteve no local por duas vezes e o prazo para retirada das famílias ficou para essa semana. Por isso apelo ao juiz da comarca, ao secretário de Direitos Humanos e de Segurança Pública e ao governador Jackson Barreto, que está retornando de viagem, para que que possam encontrar possibilidade de solução, que existe”, disse, acrescentando que as famílias construíram casas na área e devem ser indenizadas, caso tenham que sair, seja pelo município, estado ou União, além de cadastradas em programas habitacionais.

De acordo com o deputado João Daniel, entre as famílias estão mulheres grávidas e muitas crianças. “Tive a oportunidade de visitar essas famílias e estou aqui fazendo esse apelo para que o governador determine que algum secretário possa ajudar a intermediar uma negociação com a Justiça. A Defensoria Pública está acompanhando o caso e já entrou com um pedido, mas, infelizmente, foi negado. Agora é mais uma negociação política, por isso é importante o governo do Estado participar”, disse, acrescentando que tem certeza do compromisso do governador Jackson Barreto com essas pessoas e sabe que ele vai pedir que algum secretário intermedeie essa situação para que não haja despejo e destruição das casas.

 

“Mas, sim, uma solução para essas 100 famílias do Alto da Bela Vista, formadas por trabalhadores e trabalhadoras que moram há quatro anos no local e necessitam de um apoio do poder público do município, estado e União. Este é nosso apelo, para que se busque uma solução pacífica. A única que não pode ser encontrada é a retirada e destruição das casas sem apoio do poder público. São famílias decentes, trabalhadoras que estavam numa área que o dono apareceu apenas agora”, finalizou João Daniel.

 

Por Edjane Oliveira

Fotos: Luiz Fernando, da Assessoria