João Daniel se solidariza com movimento contra extinção do Ministério da Cultura


Aracaju, 18 de maio de 2016

 

Na tribuna da Câmara dos Deputados, João Daniel (PT/SE) demonstrou preocupação e registrou sua solidariedade com a área cultural do Brasil, em especial artistas e intelectuais, pela extinção do Ministério da Cultura. O parlamentar também falou do seu compromisso com a cultura e se colocou à disposição. Em seu pronunciamento, João Daniel informou sobre a ocupação, em Aracaju, da sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Sergipe. Estudantes e artistas realizaram uma assembleia e decidiram pela ocupação, assim como ocorre em outros Estados, em defesa da cultura.

 

“Nós poderíamos dizer o quanto os governos da presidenta Dilma e do presidente Lula fizeram na área da cultura. Mas, neste momento, fazemos um apelo em virtude do retrocesso e do desrespeito à área da cultura no Brasil, com a retirada do Ministério da Cultura. Esse Ministério não pode ser extinto”, declarou João Daniel, ao lamentar e repudiar essa medida do governo provisório.

 

Para o deputado, só um Governo provisório e comprometido apenas com os segmentos empresariais conservadores que o apoiaram é capaz de menosprezar a importância da cultura e das manifestações da arte popular nelas que representam uma das maiores riquezas imateriais do nosso povo. “Esse é um retrocesso, uma censura à criatividade e um ato de violência ao nosso povo estabelecido por Governo de curto prazo”, acrescentou.

 

E contra essa medida de extinção do MinC vários protestos e ocupações de espaços culturais e sedes do Ministério e do Iphan têm acontecido por todo país. Em Sergipe, os estudantes, artistas e educadores, desde ontem ocupam a sedo do Instituto e de lá não pretendem sair sem que o MinC seja retomado.

 

“O nosso mandato e todos aqueles comprometidos com as causas do nosso povo, manifestamos a nossa indignação, até por entender que um governo estabelecido a partir de um golpe e cujo tempo de vida é inteiramente provisório, não pode ficar mexendo com áreas tão importantes da vida do cidadão e estabeleça um clima de insegurança total nas instituições”, ressaltou João Daniel.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa