João Daniel repudia massacre em Orlando e presta solidariedade a movimentos LGBT


Aracaju, 14 de junho de 2016

 

O deputado João Daniel (PT/SE) prestou solidariedade à comunidade LGBT diante do massacre ocorrido no Estado de Orlando, nos Estados Unidos, no último domingo, quando 49 pessoas foram assassinadas na boate Pulse. O parlamentar registrou, na sessão de hoje na Câmara, que em todo mundo os grupos LGBT têm empreendido uma luta permanente contra a discriminação e o preconceito que essas pessoas sofrem por sua orientação sexual, mas essa situação tem continuado.

 

“Apesar dessa luta, pessoas continuam sendo vítimas desse preconceito contra homossexuais, gays, lésbicas, bissexuais, enfim, contra a liberdade. Nós lutamos por uma sociedade em que homens e mulheres sejam livres e possam viver sua vida, respeitando a dos outros”, destacou João Daniel.

 

Em seu pronunciamento, o deputado registrou a Nota de Repúdio ao massacre divulgada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na qual condena a violência homofóbica e fundamentalista que atingiu o povo norte-americano no último domingo e presta solidariedade às vítimas do atentado e também aos milhares de LGBTs que morrem diariamente no Brasil e no mundo. “Gostaria de parabenizar o movimento por sempre lutar pela liberdade e pela solidariedade internacional, que é uma das qualidades mais bonitas e mais importantes de todos os homens e mulheres, especialmente os revolucionários”, acrescentou.

 

Confira na íntegra a nota do MST:

 

Nota do MST em repúdio ao massacre LGBTfóbico na boate Pulse (EUA)

 

 

O preconceito destrói

A LGBTfobia faz a guerra

O sangue dos LGBTs

Também é sangue Sem Terra

 

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem a público manifestar nossa indignação acerca do massacre na boate Pulse, na madrugada desse último domingo (12), onde 50 LGBT foram mortos e 53 ficaram feridos,  em Orlando, nos Estados Unidos da América (EUA). Essa tragédia americana se soma às diversas mortes diárias de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais no mundo.  Só no Brasil em 2015, segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), foram mortos 318 LGBTs, expressando nitidamente o terrorismo de ódio a diversidade sexual.

 

 

A Reforma Agrária Popular, enquanto base política e ferramenta de luta contra o agronegócio, é defendida e construída por uma pluralidade de sujeitos que pautam a construção de uma sociedade realmente igualitária, livre das opressões de gênero e aberta à liberdade de expressão dos sujeitos que a compõe. Por isso, compreendemos que a luta pela Reforma Agrária Popular também é um instrumento de luta contra a LGBTfobia.

 

 

Repudiamos também, a forma homofóbica e oportunista que a mídia brasileira e estadunidense tenta enquadrar o acontecimento como ato terrorista, sem relacionar, com a onda conservadora nos EUA representada pelos seguidores de Donald Trump, candidato homofóbico a presidência. Prestamos aqui nossa solidariedade as vítimas deste atentado, e também aos milhares de LGBTs que morrem diariamente no Brasil e no mundo. Reforçamos nosso compromisso de lutar por uma sociedade socialista e livre da LGBTfobia.

 

 

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais,

humanamente diferentes e totalmente livres”.

Rosa Luxemburgo

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa