João Daniel repudia agressões a João Pedro Stédile


Aracaju, 23 de setembro de 2015

 

Na tribuna da Câmara, o deputado federal João Daniel repudiou a agressão sofrida por João Pedro Stédile, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), no aeroporto de Fortaleza, no Ceará. O parlamentar lamentou a atitude praticada por um grupo de cerca de dez pessoas que protestava com xingamentos e agressões contra o líder sem-terra.

 

Segundo João Daniel, é preocupante a onda conservadora observada no país nos últimos tempos. “Lamento profundamente e repudio esse tipo de atitude fascista, de intolerância, porque isso é parte do que já houve em países como a Alemanha e Itália pelos nazistas e nós não podemos admitir. Nosso país luta e tem democracia”, afirmou. João Daniel acrescentou que João Pedro Stédile representa o que há de mais dignidade e justiça na luta por uma das causas mais nobres que é a terra no Brasil e que, além do MST, participa das articulações e das organizações da classe trabalhadora.

 

O deputado ressaltou que todos têm direito de protestar, mas não se pode aceitar a intolerância e agressões. João Daniel observou que, infelizmente, como ressalta uma nota divulgada pelo MST, este não é um fato isolado, mas um reflexo do atual momento político pelo qual passa o país, em que se vê crescer a cada dia o ódio contra os movimentos populares, migrantes e a população negra e pobre. “E quando eu vejo esse antipetismo, antiDilma, antiMST, organizado por setores de extrema direita, eu me preocupo. Preocupo-me porque a história da democracia no Brasil custou caro, e nós precisamos defendê-la”, afirmou.

 

Ele ressaltou que estas atitudes não serão capazes de tirar os trabalhadores da luta por reforma agrária e pelos direitos sociais historicamente negados ao povo brasileiro. “Não aceitaremos que nenhum militante dos movimentos populares sofra qualquer tipo de agressão ou insulto por defender e lutar por justiça social. Nos comprometemos a permanecer em luta nas ruas pela defesa da democracia, dos direitos civis, da classe trabalhadora e o respeito aos valores humanitários”, frisou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa