João Daniel repercute na Câmara operação contra ex-presidente Lula


Aracaju, 8 de março de 2016

 

Ao prestar solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em decorrência da condução coercitiva na operação da Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF) em cumprimento à ordem do juiz Sergio Moro, o deputado João Daniel (PT), em discurso na sessão da Câmara dos Deputados desta terça-feira, afirmou que aquela foi uma ação sem necessidade, num desrespeito à história de um homem construído pelo Brasil e a classe trabalhadora.

 

“Nossa solidariedade a nosso querido e sempre presidente Lula e a dona Marisa, mulher guerreira, em nome de todas as mulheres brasileiras, e à militância dos movimentos populares que se indignaram e foram às ruas defender a luta e a história brasileira”, afirmou.

 

Para o deputado, essa ação contra o presidente Lula, que sempre esteve à disposição da Justiça, foi a gota d’água que faltava no rumo ao golpismo da direita brasileira. Pela forma como tudo foi conduzido, ressaltou o parlamentar, mesmo com a capa de legalidade que setores da justiça e do próprio Estado tentavam dar às operações que vem executando país a fora, a partir de Curitiba, ficou claro o propósito dessa pretensa operação de combate à corrupção no país.

 

João Daniel lembrou que as entidades que compõem a Frente Brasil Popular manifestaram repúdio à operação e a este ataque à Lula, feito de forma seletiva e ilegal, que visa na verdade atacar um símbolo da luta do povo brasileiro, atingir as organizações sindicais e populares que atuam por igualdade, democracia e pela soberania em nosso país.

 

“Não pensem os senhores que esta união político/jurídico/policial/midiática visa pôr fim a atos de corrupção. O que na verdade defendem é a burguesia brasileira que se sente ultrajada pela presença incômoda de um líder popular com a força de Lula e com o risco real, para eles, de que esse líder venha novamente a ser nosso presidente.

O que defendem é a entrega de nossos patrimônios, principalmente a Petrobras e, por conseguinte o Pré-Sal, ou vice-versa, ao capital estrangeiro, principalmente americano.

O que querem é paralisar os programas de inclusão social do nosso povo, pois a burguesia não se contenta em ter de sobra, eles sempre querem mais, e retirar recursos para melhorar a saúde, a educação, o saneamento e para melhorar a qualidade de vida do povo é um pouco demais para eles”, afirmou em seu discurso.

 

O parlamentar lembrou que o a nação vive um clima de redução de conquistas sociais históricas e também uma crise moral na Câmara dos Deputados, com um presidente que se sustenta com uma base que tem no falso moralismo a sua força. “E sob o manto de operações moralizantes a elite brasileira vai vendendo à população a ideia de que são defensores dos interesses do povo e que construirão um país honesto e, portanto, mais justo”, disse. Para João Daniel é hora de os trabalhadores do campo, da cidade, juventude e todos que defendem a democracia se engajarem à Jornada de Lutas e ir às ruas em defesa da democracia, contra o golpe e em defesa do companheiro Lula.

 

Atos de massa já foram chamados pela FBP para o dia 18 de março em todas as capitais e grandes cidades do país e posteriormente, no dia 31 de março, o Dia Nacional de Luta. “Vamos, enfim, buscar junto ao nosso Governo um maior compromisso com as nossas reivindicações e cobrar que cessem as concessões aos inimigos do povo, que têm como obstinação cassar o mandato legítimo de Dilma e enfraquecer Lula para que ele não dê continuidade ao nosso projeto de igualdade e justiça”, declarou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: Márcio Garcez