João Daniel preside audiência que debate o racismo e o direito à cidade


 

Aracaju, 05 de julho de 2018

 

 

No Brasil, a cada 23 minutos, um jovem negro morre vítima de algum tipo de violência. O dado é da iniciativa “Vidas Negras”, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Consciente da situação, a Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira, dia 05, uma audiência pública para discutir o racismo e o direito à cidade.

 

Presidido pelo deputado federal João Lula Daniel (PT/SE), vice-presidente da CDU, o debate foi convocado em razão da aprovação do requerimento nº 225/2018, de autoria da deputada Margarida Salomão, que preside a CDU, e contou com as exposições de Lívia Santana Vaz, promotora de Justiça da Bahia; Priscila da Silva, representante da Convergência Negra; Joice Berth, arquiteta e urbanista; Martvs Chagas, secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT; e Heloiza Helena da Costa, representante do movimento “Dona Vilma Fica”.

 

Durante as discussões sobre racismo e direito às cidades, os expositores convidados abordaram questões de políticas habitacionais, políticas de urbanização e desigualdade social, atreladas à prática do racismo e do machismo nas sociedades brasileiras. Para os expositores, é muito importante a participação ativa do cidadão nas decisões sobre as cidades. “O direito à cidade está associado à questão individual e a questão coletiva, elas são indissociáveis nesse sentido. Além disso, é necessária a participação efetiva nas decisões sobre a cidade, já que estas afetam o seu dia a dia, afetam os seus direitos, tanto no âmbito coletivo, quanto no âmbito individual”, explanou a promotora Lívia Santana Vaz.

 

Ainda participaram das discussões o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) e a deputada Erika Kokay (PT/DF). Em seus discursos, os expositores exaltaram a realização da audiência e a importância desse debate. “Esperamos que esta não seja só mais uma audiência, que dela surjam frutos no sentido de combater, não só o racismo estrutural no Brasil, mas essa desigualdade gritante do direito à cidade, do direito à moradia, da segregação socioespacial que nós temos em nosso país”, disse Martvs Chagas.

 

Por Whagner Alcântara, estagiário sob a supervisão de Edjane Oliveira