João Daniel participa de 1º Encontro dos Amigos do MST


O deputado João Daniel (PT) prestigiou o 1º Encontro dos Amigos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) de Sergipe. Como liderança representante do movimento, o parlamentar não poderia deixar de participar desse importante ato, que foi realizado Centro de Formação Canudos, situado no Assentamento Moacir Wanderley, no povoado Quissamã, em São Cristóvão, na última quinta-feira, da 27. O encontro contou também com a presença do membro da direção nacional do MST, João Pedro Stédile.

 

Participaram do encontro cerca de 200 pessoas, entre integrantes de movimentos sociais e estudantil, sindicatos e partidos políticos. Durante o Encontro dos Amigos do MST, o militante histórico do Movimento em Sergipe, Guido Michel, deu seu testemunho. “Cheguei ao Brasil em 1964. Hoje, aos 75 anos, continuo na luta, trabalhando no assentamento Barra da Onça, no Sertão de Sergipe. Nesta luta, é importante valorizar todas as nossas companheiras e companheiros”, disse.

 

Na sua fala, João Pedro Stédile fez um resumo para os participantes do conteúdo dos debates realizados com a base do MST ao longo dos dois últimos anos, sintetizados no VI Congresso do MST. “No início da sua história, o MST lutava apenas por terra, enfrentando o latifúndio atrasado. Reivindicamos uma reforma agrária clássica, distribuindo a terra para as famílias camponesas e desenvolvendo um mercado interno para a indústria. Hoje, a agricultura brasileira mudou. Estamos enfrentando o capital financeiro que comprou terras, água e usinas no Brasil para se proteger da crise econômica mundial. No estado de São Paulo, três empresas multinacionais compraram 58% da cana-de-açúcar e das usinas”, disse.

Segundo Stédile, os presidentes Lula e Dilma montaram governos de composição de classes, que não tem força para realizar reformas estruturais. Ao mesmo tempo, a burguesia controla o Congresso, através do financiamento das campanhas eleitorais, o Poder Judiciário e a grande mídia. Para ele, este cenário exige, por parte dos movimentos sociais do campo, uma mudança de paradigma.

 

“Não podemos lutar só por terra. Lutamos para produzir alimentos saudáveis, através dos princípios da agroecologia. Lutamos para trazer agroindústrias, emprego e desenvolvimento no campo. E lutamos para educação, porque só o conhecimento liberta realmente o ser humano”, ressaltou Stédile, que defendeu também que se aliem os movimentos sociais do campo e da cidade.

Participaram ao ato militantes do MST, representantes do movimento estudantil, do Levante Popular da Juventude, do Movimento Hip-hop, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), do movimento quilombola, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Sergipe (Fetase), do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), do Incra, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Assistência Técnica e Social (ATES) e dos partidos políticos.

 

 
 
Com informações do Coletivo de Comunicação/MST-Sergipe
Edjane Oliveira, da Assessoria Parlamentar