João Daniel parabeniza ativistas por protestos para barrar reforma da Previdência


Aracaju, 12 de dezembro de 2017

 

 

O deputado informou que em outros estados movimentos semelhantes têm acontecido, como em Santa Catarina onde o militante da Via Campesina, MST e fundador do PT Vilso Santi e a companheira Justina do Movimento de Mulheres também estão em greve de fome, no Rio Grande do Sul e em Sergipe, onde, desde segunda-feira militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) entraram em greve de fome por tempo indeterminado em repúdio à reforma da Previdência. Samuel Carlos, Elielma Barros, José Valter Vitor e Eliana Sales, de Alagoas, seguem mobilizados, em greve, dentro da Assembleia Legislativa de Sergipe. “Eles estão em movimento para cobrar dos parlamentares desta Casa uma postura contra a reforma da Previdência”, ressaltou.

 

Militantes do MPA em greve de fome em Sergipe

Os militantes em greve de fome em Brasília receberam, na tarde dessa terça-feira, a visita de Dom Sergio da Rocha, arcebispo metropolitano de Brasília, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), membro do Conselho da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos (Vaticano) e da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL). O deputado João Daniel acompanhou a visita. Os grevistas também seriam recebidos pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a quem passariam a informação de que a greve seria paralisada, tão logo fossem informados que a reforma da Previdência não entraria na pauta de votação. “Por isso nesse momento é preciso muita mobilização e luta da classe trabalhadora, das centrais sindicais, da Contag, e assim haveremos de barrar essa reforma contra o povo brasileiro”, afirmou.

 

Golpes sucessivos

Em seu discurso como vice-líder da bancada do PT na Câmara, João Daniel lembrou que este governo quando deu o golpe no país, a partir da conspiração nascida entre o senador Aécio Neves, o ex-deputado e então presidente da Casa Eduardo Cunha e Temer, o discurso no plenário da Câmara, com apoio da grande mídia, era que ao tirar a presidenta Dilma Rousseff tudo iria melhorar no Brasil. “Passado o impeachment, iniciam-se os golpes verdadeiros que foram denunciados pela presidenta Dilma e pela oposição nesta Casa”.

 

Visita de Dom Sergio da Rocha aos grevistas em Brasília

Entre eles, o parlamentar listou a o projeto de terceirização, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Gastos e a reforma Trabalhista, tudo sob o argumento de que era para modernizar, melhorar e gerar emprego no país. “E agora a ‘cantiga’ é a reforma da Previdência”, disse, ao lembrar que na semana passada a maioria da Câmara aprovou a Medida Provisória – em votação no Senado nessa terça-feira – que abriu mão de R$ 1 trilhão em impostos que não serão pagos pelas empresas de petróleo estrangeiras. “Enquanto isso, o povo paga quase R$ 100 por um botijão de gás. Isso é uma vergonha, um ataque à democracia, à nossa Constituição e ao povo brasileiro”, denunciou. Para ele, a reforma da Previdência só interessa aos bancos e a congressistas empresários ou financiados por bancos e empresas.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa