João Daniel lembra prêmio Unicef concedido ao MST e repudia violências sofridas por militantes sem terra


Aracaju, 12 de dezembro de 2017

 

 

João Daniel repudia violência, como ocorrida no despejo no Acampamento Hugo Chávez, em Marabá (PA)

Há 22 anos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ganhava um grande reconhecimento internacional: o prêmio Unicef pelos trabalhos realizados na área da educação. Ontem, dia 11, data exata de comemoração, o deputado federal João Daniel (PT/SE) lembrou essa importante conquista em plenária, na Câmara Federal.

 

Muito orgulhoso, o parlamentar salientou a história do MST com a educação e aproveitou para reverenciar militantes do Brasil inteiro que ajudam o Movimento na realização desse trabalho. “O MST tem uma trajetória ligada à educação no campo e educação popular. Aproveitamos para lembrar esta bela trajetória e saudar todos os militantes que atuam no Brasil inteiro na educação popular, na educação libertadora”, falou João Daniel.

 

Por se tratar de uma conquista que evidencia a importância social das ações do MST, o deputado aproveitou parar declarar seu total repúdio aos atos violentos de despejos ocorridos com famílias do movimento no Brasil, como é o caso recente do acampamento do MST no município de Marabá, no Pará, que leva o nome em homenagem ao comandante Hugo Chavez, onde diversas famílias foram atacadas por pistoleiros, e em Minas Gerais, onde a militância do movimento tem sofrido pressão, perseguição da força dos usineiros, da força dos latifundiários.

 

“Esta agressão só é possível quando o governo do Estado e a política de segurança do Estado não tem força ou é conivente com os grupos reacionários que naquele Estado tem violentado e assassinado trabalhadores e trabalhadoras do campo. Por isso o nosso repúdio e o nosso compromisso de que o governo federal e o governo do Estado tomem as devidas providências”, declarou parlamentar.

 

João Daniel ainda fez duras críticas à falta de investimentos para a reforma agrária no Brasil. “O governo federal tem paralisado a reforma agrária, não tem recursos, não tem orçamento, está enfraquecido o Incra, desmotivados os funcionários e isso tem levado os setores conservadores a crescerem, a manipularem as informações. A reforma agrária é um compromisso histórico desse país, não pode haver retrocessos”, completou o deputado.