João Daniel lembra 51 anos de fundação da Organização para a Libertação da Palestina


Aracaju, 02 de junho de 2015

O deputado federal João Daniel (PT/SE) prestou homenagem pelos 51 anos de fundação a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Ele registrou a política firme do governo brasileiro, iniciada no governo Lula e dada sequência no governo da presidenta Dilma Rousseff, de assumir uma posição em defesa da nação palestina. “O palestino é um povo que luta pelo reconhecimento de suas terras, de sua nação”, disse.

 

João Daniel também parabenizou os brasileiros, em especial a Via Campesina e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), sempre solidários a essa luta, “que sempre contribuíram para as campanhas de denúncia contra os imperialistas que impedem a felicidade e a construção da nação palestina”, completou.

 

Ele lembrou que os palestinos, árabes que vivem na região da Palestina, no extremo leste do mar Mediterrâneo, perderam grande parte de suas terras quando Israel foi criado, em 1948. “Desde então, o povo palestino tem trabalhado para criar um Estado Palestino independente”. A OLP foi formada em 1964, com a reunião de vários grupos palestinos em uma mesma organização. Em 1969, Iasser Arafat assumiu o comando da OLP. Seu objetivo primeiro era recuperar o território que tinha sido destinado a esse país, uma vez que um acordo promovido pela ONU para dividir a região entre os dois povos não tinha sido cumprido pelos israelenses.
Em 1993, a OLP e Israel participaram de negociações em Oslo, na Noruega. As negociações levaram a uma série de acordos de paz. Pela primeira vez, Israel e a OLP admitiram, cada um de seu lado, que o outro tinha o direito de existir. Israel também concordou em abrir mão gradualmente de algumas das áreas palestinas que controlava. Um grupo chamado Autoridade Palestina foi criado para governar essas regiões. Arafat e dois líderes israelenses venceram o Prêmio Nobel da Paz em virtude de seus esforços.

 

“No entanto, a intervenção do império norte americano, que por meio da indústria da guerra patrocinou a discórdia entre os povos, impediu que a Nação Palestina se firmasse como Estado. Não podemos esperar justiça de um Estado colonizador que, historicamente, invade e confisca as terras palestinas e são denunciados reiteradas vezes e rechaçados pela ONU, mas a construção dessas colônias é contínua, assim como a expulsão, desapropriação e destruição das casas palestinas e a detenção sistemática dos que se organizam em resistência”, afirmou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: Márcio Garcez