João Daniel homenageia Chico Mendes na data que o líder completaria 71 anos


 Aracaju, 15 de dezembro de 2015

O grande líder Chico Mendes, se vivo estivesse, completaria 71 anos nesse 15 de dezembro. A data foi lembrada pelo deputado João Daniel, que no plenário da Câmara prestou uma homenagem a ele. Segundo o parlamentar, Chico Mendes ficou conhecido por sua defesa dos seringueiros, mas era líder do povo pobre e trabalhador, seja ele pescador, sem-terra, posseiro, seringueiro.

 

“Ele foi vítima do latifúndio, da ganância, da grilagem, quando foi assassinado. Chico Mendes é uma referência da história dos que lutam neste país”, afirmou, lembrando que ele também foi fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT). Em sua homenagem à família, Joao Daniel lembrou a luta e o legado deixado pelo sindicalista. “Fica o nosso abraço à sua filha, Ângela Mendes, que segue na luta trilhada por seu pai”, disse.

 

João Daniel acrescentou que, seringueiro, sindicalista e militante da luta pela terra e da preservação do meio ambiente, Chico Mendes se tornou uma das maiores referências internacionais no engajamento pela preservação da Amazônia e contra o avanço do latifúndio e de madeireiras. Desde o final da década de 70 envolvido na organização da categoria, fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, no Acre. Mendes defendia uma aliança de trabalhadores rurais, ribeirinhos e indígenas em defesa da Amazônia e contra a ação dos latifundiários locais.

 

Mas foi justamente essa sua atuação que despertou a ira dos fazendeiros. Tentaram enquadrá-lo na Lei de Segurança Nacional, mas não conseguiram, mas a ameaça constante contra a sua vida e de sua família persistiam. Em 1987, Chico Mendes denunciou a ação de empresas madeireiras, financiadas por órgãos como o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), no desmatamento da região. A pressão obrigou o BID a suspender o financiamento dessas empresas. Chico Mendes foi morto em uma emboscada no dia 22 de dezembro de 1988. O assassinato foi encomendado pelo fazendeiro Darly Alves.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa