João Daniel diz que assassinato de Marielle Franco foi ataque à democracia e não pode ficar impune


Aracaju, 20 de março de 2018

 

 

O deputado federal João Daniel (PT), em discurso na Câmara, na sessão desta terça-feira, dia 20, manifestou sua indignação com o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ). Ele classificou esse crime brutal como um ataque à democracia. “O assassinato da vereadora Marielle Franco foi um ataque a todos os lutadores do Brasil, à democracia e a todos os parlamentos. Esse crime não pode ficar impune”, afirmou.

 

O parlamentar ressaltou que o mundo está repercutindo esse assunto. João Daniel lembrou que o Brasil vive um golpe antidemocrático e é preciso discutir a retomada da democracia. “Uma democracia que ouça a sociedade, que valorize a povo e o fim de todo tipo de violência no nosso país”, disse.

 

Em seu discurso, o deputado João registrou sua solidariedade ao PSOL, a toda militância e à família de Marielle Franco, em nome do meu mandato e de todos os que lutam. A vereadora foi assassinada na noite da última quarta-feira, juntamente com Anderson Pedro, que dirigia seu veículo que foi atingido por vários tiros. Nascida e criada na favela da Maré, Marielle desempenhava um trabalho de luta em defesa dos mais pobres, da população favelada, das vítimas constantes do sistema capitalista e do aparato policial. E vinha denunciando violações de direitos humanos, especialmente de mulheres negras e pobres, e a violência da polícia e sua conivência com milícias que têm em toda a população pobre dos bairros periféricos do Rio de Janeiro como alvo de suas ações violentas.

 

“Em um país golpeado e dirigido por um presidente sem representatividade, a morte de Marielle não pode ser considerada mais um caso de violência de uma cidade violenta, como querem os donos do poder. A execução visou mesmo calar sua voz e suas ações”, avaliou. Para ele, tem que se apurar, inclusive, como os projéteis que a mataram e ao companheiro, compradas pela Polícia Federal, chegou às mãos dos criminosos. “É preciso que se chegue aos mandantes desses crimes”.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa