João Daniel destaca documento da CNBB que avalia PEC 241 como opressora para os mais pobres


Aracaju, 24 de outubro de 2016

Na sessão da Câmara nessa segunda-feira, dia 24, o deputado João Daniel (PT/SE) registrou a reunião da qual participou na última sexta-feira para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, a convite da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE) e a Arquidiocese de Aracaju, com o presidente da OAB, Henri Clay Andrade, e o bispo coadjutor, Dom João José Costa. Na ocasião, o deputado recebeu a Nota da Comissão Episcopal Pastoral e na Câmara dos Deputados ele fez o registro do documento que trata sobre os retrocessos que o Brasil vive nesse momento e também externa preocupação com a PEC 241 e seus efeitos que colocam em risco os direitos sociais dos brasileiros.

 

“A nota das pastorais da CNBB é muito clara. E tivemos um ato na última quinta-feira em Aracaju para denunciar isso. A PEC 241 é um atentado contra os pobres, as conquistas da classe trabalhadora e a nossa Constituição federal. Gostaríamos de parabenizar a OAB, a igreja, o Conal [Conselho Nacional do Laicato] e todo Comitê Contra a PEC 241 pelo grande ato realizado em Sergipe em defesa da nossa constituição, da classe trabalhadora e contra essa PEC”, disse João Daniel.

 

Diz um trecho da nota: “Em sintonia com a Doutrina Social da Igreja Católica, não se pode equilibrar as contas cortando os investimentos nos serviços públicos que atendem aos mais pobres de nossa nação. Não é justo que os pobres paguem essa conta, enquanto outros setores continuam lucrando com a crise”. O deputado João Daniel acrescentou que tem certeza que com a pressão popular essa PEC 241 não ser aprovada. “Não tem jantar nenhum que convença a aprovar essa PEC da maldade”, afirmou o petista.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa