João Daniel defende um grande projeto de educação para o campo no Brasil


Aracaju, 24 de setembro de 2015

 

Centenas educadores e educadoras participam, essa semana, em Luziânia (GO), do 2º Encontro Nacional de Educadores e Educadoras da Reforma Agrária (Enera), debatendo temas importantes no que se refere à educação no campo. O fechamento de escolas rurais e as dificuldades de acesso da população camponesa à educação são alguns dos temas tratados. Atualmente, mesmo com todos os avanços, mais de 20% ainda são analfabetos e a população camponesa tem, em média, 4,4 anos de estudo, com um grande contingente de crianças fora da sala de aula, precariedade na estrutura física das escolas e condições ruins de trabalho para os profissionais da educação.

 

A importância desse debate para avanços na educação em áreas de reforma agrária e a construção de um grande projeto de educação foram destacados pelo deputado João Daniel (PT/SE), na Câmara dos Deputados. O parlamentar participou da marcha realizada pelos participantes do 2º Enera, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Cerca de 1500 pessoas participaram do ato que teve intervenção na frente ao Ministério da Educação (MEC), para denunciar o fechamento das escolas do campo e a mercantilização da educação pública no país.

Em discurso na Câmara, João Daniel destacou o manifesto divulgado pelos participantes do Enera. O documento contém uma análise sobre a estrutura brasileira e a educação, bem como propostas dos militantes e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). “Esse manifesto traz uma ampla análise da situação da educação no campo e sai em defesa do não fechamento das escolas e de um grande projeto de educação libertadora para o campo no Brasil”, acrescentou.

 

O manifesto ressalta a prioridade do Movimento, desde seu início, pela universalização do direito à escola pública de qualidade social, da educação infantil à universidade, “entendendo que o acesso e permanência é fundamental para inserir toda nossa base social na construção de um novo projeto de campo e pelas transformações socialistas”. Nele, os educadores reafirmam seu compromisso de luta e construção.

 

Ainda segundo o manifesto, “do lado dos trabalhadores e trabalhadoras há muitas organizações, muitos educadores e educadoras, educandos e educandas e comunidades que, desde seus locais de trabalho buscam pensar e fazer mudanças necessárias na escola pública, mas com outros objetivos. É preciso, sim, transformar a escola para voltar seu trabalho educativo ao desenvolvimento mais pleno de todas as pessoas, visando uma formação humana emancipatória de longo prazo. Há ricas práticas educativas sendo desenvolvidas nessa direção”.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Fotos: Márcio Garcez