João Daniel declara apoio à greve dos professores e servidores da UFS


.   Na sessão desta terça-feira, dia 19, o deputado João Daniel (PT) informou que deu entrada em uma moção, que deverá ser lida no expediente da sessão de amanhã, de apelo à presidente da República Dilma Rousseff e ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para que possam debater e atender as reivindicações feitas pelos professores e servidores das universidades federais, que estão em greve. Segundo ele, os profissionais lutam pelas universidades públicas em todo país.

Ele disse que apoia o movimento dos professores e servidores das universidades federais e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) emitiu uma nota de apoio à greve. “Solicitamos da Assembleia Legislativa um espaço para que os professores da UFS e sua entidade possam debater a importância das universidades federais”, disse João Daniel.

O parlamentar lembrou que Sergipe não tem uma universidade estadual e, portanto, a UFS tem um papel ainda mais fundamental. O deputado João Daniel disse que o desejo é que a Universidade Federal de Sergipe possa aumentar os seus campi em todas as regiões e cada vez mais a instituição seja fortalecida. “As reivindicações são justas e queremos fortalecê-las e pedir apoio à nossa presidenta Dilma e ao ministro Mercadante para que possa atender às reivindicações”, acrescentou.

Para o deputado, o Brasil precisa investir nas universidades públicas muito mais do que investe atualmente. João Daniel disse que por isso educadores e movimentos sociais lutam para que seja de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) o investimento em educação em todos os níveis. “Por isso queremos deixar nosso apoio aos servidores e professores e desejar que a luta continue e possa ser atendida a pauta de reivindicação dos grevistas”, concluiu o parlamentar.

João Daniel destaca importância da Rio +20 para discutir o desenvolvimento do planeta

Na tribuna da Assembleia durante o grande expediente da sessão desta segunda-feira, dia 18, o deputado João Daniel (PT) registrou o momento que o Brasil vive ao receber chefes de Estados e organizações do mundo inteiro para debater entre outras questões o futuro do planeta, a questão ambiental e discutir um projeto de sustentabilidade para as futuras gerações, durante a conferência Rio +20. Ele disse que diversas reuniões e seminários internos serão realizados paralelo à conferência oficial.

João Daniel disse que estará participando de uma conferência paralela, que irá elaborar ao final um documento. Dela, participa uma delegação de Sergipe, que viajou na semana passada e ficará até o dia 23. É um grupo ligado aos movimentos populares, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Via Campesina e pequena agricultura que estará discutindo o projeto de desenvolvimento que se quer para o Brasil e uma agricultura para o mundo. Segundo o parlamentar, um dos debates que estão sendo feitos é sobre o modelo que existe no mundo inteiro, desenvolvido pelas grandes corporações que leva à destruição do meio ambiente, com concentração da riqueza e das terras nas mãos de pequenos grupos internacionais, ligados a grandes empresas de alguns países.

“E nós estamos preocupaddos porque são milhares de hectares de terras que estão sendo adquiridos por essas empresas na área de etanol, da mineração e sem medir as consequências sobre a questão ambiental”. Ele disse que as denúncias nesse sentido existem e são centenas, mas, lamentavelmente, há um poder muito grande e muitas vezes até mesmo os meios legais, seja o Judiciário ou o Congresso Nacional, têm aprovado leis e ações que favorecem essas grandes empresas em todo mundo e também em nosso país.

Debates – Ainda em seu pronunciamento, o deputado João Daniel registrou que 3 mil delegados da Via Campesina internacional estão participando da Conferência dos Povos que em paralelo à Rio +20. Ele disse que entre os debates está se cobrando que a Cúpula dos Povos abra espaço para debate e ouça propostas da sociedade civil organizada. O deputado disse que a Via Campesina quer fortalecer sua política de denunciar as falsas soluções do falso modelo econômico que é disfaçado de verde para dizer que a verdadeira solução está na pequena agricultura, na agricultura camponesa, que produz alimentação saudável, que gera emprego e pode salvar o Brasil e o mundo da crise climática e ambiental.

 

Edjane Oliveira, da Agência Alese (www.agenciaalese.se.gov.br)