João Daniel acompanha situação das famílias da Cabrita e busca intermediar solução


Aracaju, 21 de novembro de 2014

O deputado João Daniel (PT) participou de várias reuniões com o objetivo de procurar solucionar o conflito social gerado depois da retirada das mais de 200 famílias da área o povoado Cabrita, no município de São Cristóvão, após o cumprimento do mandato de reintegração de posse expedido pela Justiça. O clima ficou tenso depois do retorno da Polícia Militar ao local, na manhã de quinta-feira, dia 20, quando as máquinas foram fazer a derrubada do que restou de árvores e plantações dos moradores.

 

João Daniel esteve acompanhando e prestando solidariedade aos posseiros e, em seguida participou, juntamente com a deputada Ana Lúcia (PT), de algumas reuniões tentando intermediar a questão e que seja encontrada uma solução para que as famílias despejadas não fiquem sem suas casas e sem uma área para plantar e tirar seu sustento, como tinham na área da Cabrita.

 

Foram realizadas reuniões com o governador Jackson Barreto, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cláudio Dinart Déda Chagas; o presidente da Deso, Antônio Ferrari; e o comandante da Polícia Militar, coronel Maurício Iunes. “Em todas elas apelamos para a defesa dos posseiros, solicitamos o fim dos despejos e que se encontre uma solução definitiva para essa questão, com negociação e sem uso de violência”, disse João Daniel.

 

O deputado já tinha levado essa questão para a tribuna da Assembleia Legislativa antes mesmo da reintegração de posse, ocorrida no último dia 14, apelando para a sensibilização do Judiciário e a intervenção do governo do Estado para que se buscasse uma alternativa para as famílias que viviam na área há mais de duas décadas. No entanto, o mandato de reintegração de posse foi cumprido e as famílias foram retiradas do local, tiveram suas casas destruídas, bem como suas plantações, que serviam como fonte de renda.

 

Para o parlamentar, esse cumprimento poderia ter sido suspenso, uma vez que existiam pedidos na Justiça, tendo em vista que existe documento que mostraria que a posse da área é do Estado, que teria adquirido o terreno em 1946 e na década de 1970 incorporado ao patrimônio da Deso.

 

Integrantes de movimentos sociais realizaram atos de solidariedade às famílias. Na quinta-feira, eles fizeram trancamentos em algumas vias de Aracaju, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, com objetivo de chamar atenção das autoridades do Poder Executivo e Judiciário e também da sociedade para esse problema e também para a questão da falta de moradia em geral.

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa