Impactos do fechamento da Fafen debatidos em Comissão Geral na Câmara dos Deputados


Aracaju, o9 de abril de 2018

 

 

No plenário da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, dia 10, será realizada Comissão Geral para a debater os impactos dos desinvestimentos da Petrobras na indústria nacional e as consequências na economia de Sergipe e Bahia, com o fechamento das unidades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) nesses dois estados e a repercussão no mercado de trabalho. O requerimento nº 8312/2018, que propõe o debate, foi apresentado pelos deputados Caetano (PT/BA), João Daniel (PT/SE) e Daniel Almeida (PCdoB/BA).

 

O anúncio do fechamento da Fafen em Sergipe foi feito pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao então governador do Estado, Jackson Barreto, no último dia 19 de março, por telefone, sob a alegação de que a fábrica teria dado um prejuízo, no último ano, de R$ 600 mil. A notícia da paralisação das atividades, tanto da Fafen em Sergipe como na Bahia, até o final de junho, trouxe preocupação aos dois estados e gerou audiências públicas e reuniões das bancadas federais e dos governadores com os gestores da estatal, na tentativa de reverter essa decisão.

 

Para o deputado João Daniel, é preciso que se aprofundem as discussões sobre as consequências desse possível fechamento em seus vários aspectos, além da necessidade urgente de se saber, realmente, o que levou a esse prejuízo alegado pela empresa como justificativa para a paralisação das atividades. “Entendemos que é urgente abrir as contas da Petrobras para saber onde está esse prejuízo e de que forma podemos sanar o que levou a isso”, colocou.

 

Em Sergipe, uma das audiências públicas foi realizada na Assembleia Legislativa, quando foram debatidos com sindicalistas, funcionários, aposentados, parlamentares, representantes dos municípios diretamente ligados às atividades da Fafen, puxada pela deputada estadual Ana Lúcia e o deputado federal João Daniel, no dia 23 de março. Na oportunidade, Joao Daniel alertou para o ataque à produção de alimentos e à soberania nacional que representa a possibilidade de fechamento da Fafen e também os impactos que tal medida poderia causar também à economia do Estado, seja pela parada da produção de fertilizantes nitrogenados, como pelos empregos diretos e indiretos que deixaria de gerar, impactando a economia do município de Laranjeiras, onde está instalada, e outros adjacentes.

 

Em atividade desde o ano de 1982, a Fafen/SE produz ureia e amônia. Atualmente, a empresa emprega na sua unidade em Sergipe 725 trabalhadores, sendo 250 da Petrobras e 475 terceirizados. No último dia 27, a bancada federal dos dois estados e os governadores da Bahia e Sergipe estiveram reunidos com os gestores da estatal, buscando uma solução que não seja a paralisação das atividades da Fafen. Após vários apelos, ao final da reunião ficou definido que fica suspenso o fechamento da fábrica por 120 dias, a partir de 30 de junho deste ano, e criado um grupo de trabalho com participação dos governadores dos dois estados para apresentar propostas que levem a uma solução que não seja o fechamento.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa