“Estamos vivendo um período de um perigo à democracia brasileira”, afirma João Daniel


Aracaju, 17 de outubro de 2018

 

Na tribuna da Câmara, o deputado federal João Daniel (PT/SE) alertou sobre o período de ataque à democracia que vive o Brasil, diante da eleição presidencial no segundo turno. Para o parlamentar, não há como, neste momento, os brasileiros e brasileiras que prezam pela democracia ficarem sem tomar uma posição. “Existe uma eleição presidencial entre a barbárie e um projeto nacional; entre o fascismo e um projeto de paz; entre o amor e o ódio. E nós não podemos ficar aqui achando que as coisas estão normais. Não estão normais! E estamos vivendo um período de um perigo à democracia brasileira”, alertou.

 

Em discurso feito na noite desta terça-feira, dia 16, o deputado divulgou uma nota pública assinada pela Comissão Pastoral da Terra que fala sobre o momento atual do Brasil. O documento intitulado “Com as armas da solidariedade e da justiça, resistamos à mentira, hipocrisia e barbárie!”, a Diretoria e a Coordenação Executiva Nacional da CPT assumem como seu dever tomar posição, não se omitindo, nesta hora em que os destinos de nossa nação estão sob graves riscos.

 

Diz a nota que “os povos e comunidades do campo, a quem a CPT se põe a servir há 43 anos, estão entre os que mais serão afetados caso for vitorioso o projeto de desconstrução de direitos defendido pelo candidato do PSL. Uma onda nacional baseada no ódio, na irracionalidade, na mentira e na hipocrisia, está prestes a lançar o Brasil num novo tempo de barbárie, interrompendo o breve interlúdio democrático que vivemos com o fim da Ditadura Civil-Militar de 1964. A Constituição Cidadã de 1988 que o garantiu mal completa 30 anos!”

 

A nota acrescenta ainda: “Neste tempo sombrio, a manipulação das consciências atinge um grau inédito por meio da difusão permanente de falsas notícias pelas chamadas redes sociais. E essa difusão de mentiras obedece a um único objetivo: descontruir os avanços sociais conquistados nos últimos anos e colocar no seu lugar retrocessos que agradam às elites nacionais e o mercado.”.

 

A Comissão Pastoral da Terra encerra a nota dizendo que “ninguém pode se furtar a tomar posição. Omitir-se numa situação destas é apoiar o retrocesso e o desmonte de direitos em nosso país. Agora é a hora de resistência à mentira, hipocrisia e barbárie. Conclamamos a todos e todas a esta nobre tarefa, ao tempo em que vamos nos dedicar, em todos os níveis da CPT, em todos os estados, a conquistar os votos que impeçam que o pior aconteça! Por isso, no segundo turno das eleições, vamos com Haddad e Manuela! Deus ajude o Brasil! A CPT continuará, sempre, ajudando os povos do campo na luta pelos seus direitos e por vida mais digna.”

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa