Encontro Nacional que debateu a geografia agrária em Sergipe é destacado por João Daniel


Aracaju, 17 de novembro de 2016

 

A realização do XXIII Encontro Nacional de Geografia Agrária (Enga), que aconteceu em Sergipe, na última semana, foi destacada pelo deputado federal João Daniel (PT/SE), na Câmara Federal. Durante quatro dias, geógrafos, estudantes de Geografia e movimentos sociais participaram do evento, no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O encontro teve como tema “Ajuste espacial x soberania (s): a multiplicidade das lutas e estratégias de reprodução no campo”. Além de prestigiar o evento, o deputado João Daniel participou da mesa-redonda “Territórios em Disputa: reforma agrária e povos tradicionais”.

 

Em seu discurso na Câmara, o parlamentar parabenizou o grande debate realizado durante o Encontro Nacional, que contou com professores da América Latina e de vários países – entre eles Bolívia, Chile, Argentina –, estudantes, movimentos sociais (quilombolas e indígenas), que lá discutiram essa problemática do Brasil. Em nome do professor Eraldo da Silva Ramos Filho, João Daniel parabenizou toda equipe organizadora do encontro e também os professores participantes.

 

O Encontro Nacional de Geografia Agrária – organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia, com o apoio dos dois departamentos de Geografia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) –, teve o propósito de ser um ambiente de discussão ampla e plural sobre o campo brasileiro, debatendo o ajuste espacial no quadro atual das relações capitalistas, seus desdobramentos no campo e as diversas estratégias de busca por soberania pelos diferentes sujeitos que produzem esse espaço.  Durante os dias de encontro, os participantes refletiram e aprenderam sobre a produção do espaço rural, seus desafios e as alternativas de reprodução social engendradas para os que ali vivem.

 

No sábado, o geógrafo e militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Goiás, José Valdir Misnerovicz participou do espaço de diálogo que debateu sobre “Movimento campesino e indígena na América Latina: suas lutas para enfrentar o capital e a estratégia imperialista” e também participou da conferência de encerramento, que abordou “A centralidade da questão agrária brasileira”.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa