“Defender Lula neste momento é defender a legalidade”, diz João Daniel


Aracaju, 07 de fevereiro de 2018

No momento pelo qual o país passa, o deputado federal João Daniel (PT/SE) disse que entre os assuntos mais comentados estão a reforma da Previdência e a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar disse que tem percebido, em suas viagens pelos municípios, especialmente no interior de Sergipe, que as pessoas têm se envolvido no debate sobre esses dois temas. Para ele, como já reafirmou diversas vezes, a reforma da Previdência é a continuidade de uma medida exigida por aqueles que financiaram a derrubada da presidenta Dilma Rousseff e a retirada de direitos do povo brasileiro, como foi a aprovação da PEC dos gastos, a reforma trabalhista e a terceirização. “E que, para ser completa, precisa dar aos bancos privados a previdência pública para explorar ainda mais a classe trabalhadora do campo e da cidade no Brasil”, disse.

 

Sobre o presidente Lula, João Daniel disse que a população não entende como se quer transformar em um criminoso este que foi um o maior presidente da história do Brasil. “Um homem que saiu da Presidência da República com 86% de popularidade, que ajudou a eleger, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher, a presidenta Dilma Rousseff, e de repente se criou todo um roteiro, o qual está dentro de um grande golpe, que foi a retirada da presidenta Dilma e depois a retirada de direitos para explorar mais ainda brasileiro”, analisou.

 

Mas, na avaliação do deputado, o golpe não deu certo e Michel Temer está aí com um índice de 96% de rejeição da população e os candidatos da direita sumiram. “Mas o presidente Lula lidera as pesquisas para presidente da República. Portanto, defender o presidente Lula neste momento é defender a legalidade, é defender a justiça”, afirmou João Daniel. O parlamentar lembrou que Lula foi lançado, no último dia 25, pelo Partido dos Trabalhadores como candidato à Presidência da República.

 

“É preciso dar ao povo a soberania popular. Só o povo, com voto direto, pode tirar aquele que foi e que é o maior líder popular da história dos últimos 100 anos em nosso país. O julgamento de Curitiba e o julgamento de Porto Alegre envergonham o Judiciário. Nós acompanhamos e temos certeza absoluta de que as instâncias superiores haverão de fazer justiça e haverão de inocentar, porque não há nenhum crime comprovado”, ressaltou o deputado, parabenizando a militância de todo país e as mais de 100 mil pessoas que estiveram no ato realizado no dia 23, véspera do julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS).

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa

Foto: PT na Câmara