Benefícios trazidos em dois anos do programa Mais Médicos são destacados por João Daniel


Aracaju, 20 de julho de 2015

 

João Daniel na recepção aos médicos cubanos que vieram para o Mais Médicos em Sergipe

O deputado federal João Daniel (PT/SE) comemorou os dois anos de existência do programa Mais Médicos, lançado pelo governo da presidenta Dilma Rousseff em 8 de julho de 2013. Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, ele parabenizou a presidenta pela coragem e firmeza na implantação do programa e lembrou que há dois anos teve a oportunidade de acompanhar e receber, juntamente com os movimentos sociais e a população, os médicos do programa que chegaram a Sergipe. “Hoje, vejo nos municípios brasileiros, nos mais distantes das capitais, prefeitos e a população felizes, orgulhosos, sem aquelas reclamações diárias do povo indo ao posto de saúde e não tendo médico”, disse.

 

Na avaliação do parlamentar, esse programa foi o começo de uma mudança na formação médica brasileira, recolocando na atenção primária o foco de ordenadora do Sistema Único de Saúde (SUS). “A ocupação das unidades básicas de saúde com força de trabalho médico corresponsável, inserida em uma equipe, e o desenvolvimento de uma educação que reflete sobre sua prática e recupera o olhar da Saúde para prevenção de doenças e promoção de uma vida saudável são alguns dos maiores ganhos deste programa”, destacou.

 

Para o deputado, os números comprovam a importância do programa para o país, especialmente as populações mais carentes, que moram em localidades distantes dos grandes centros. Nesses dois anos do Mais Médicos, foram 63 milhões de brasileiros assistidos. O programa colocou 18.240 médicos para atender a população pelo SUS, em 4.058 município, o que representa 72,8% das cidades brasileiras. Pelo programa também são 34 aldeias indígenas atendidas.

 

Em Sergipe são 210 médicos pelo programa Mais Médicos. Isso totaliza uma população de 724.500 pessoas atendidas. João Daniel acrescentou que, em apenas dois anos, alguns resultados importantes já são vistos, entre eles a redução da mortalidade infantil. Ele fez uma saudação especial ao ex-deputado federal e presidente do Partido dos Trabalhadores em Sergipe, Rogério Carvalho, que foi o relator do Mais Médicos na Câmara dos Deputados. “Que o Mais Médicos se constitua num grande programa, que continue, até que nós tenhamos, de fato, a saúde pública contemplada em todos os cantos deste país. Tenho certeza de que os médicos que reagiram contrários não devem ter outra avaliação”, afirmou.

Durante a recepção no aeroporto de Aracaju

Resistência

O deputado lembrou que, quando do anúncio do lançamento do programa Mais Médicos, o país foi tomado por uma onda de ira corporativista contra esse projeto que visava ampliar a oferta de médicos especializados em saúde da família no país. Segundo ele, o Conselho Federal de Medicina e a oposição ao governo tentaram, de todas as formas, impedir que os estrangeiros viessem suprir a carência de profissionais em áreas rejeitadas pelos médicos brasileiros. Alguns médicos cubanos chegaram a ser vaiados e insultados por colegas em sua chegada no aeroporto de Fortaleza (CE), em uma atitude que surpreendeu os dirigentes da Organização Pan-Americana de Saúde, parceira do governo federal no programa.

 

No entanto, ressaltou João Daniel, apesar do posicionamento contrário da oposição ao programa e a tentativa de desqualificar, principalmente os médicos cubanos que participam dele, o programa hoje é um sucesso, com aprovação da população beneficiada por ele.

 

Relatos

Em seu pronunciamento, o deputado deixou registrado o relato de um morador de um assentamento rural do município de Poço Redondo, no sertão sergipano. O cidadão foi questionado ao chegar à farmácia, por volta das 6 horas da manhã, sobre como ele teria conseguido uma receita tão cedo. Segundo o deputado, o morador explicou que isso foi possível porque o médico, que veio de Cuba, reside na própria comunidade e está acessível a qualquer hora e em qualquer dia, até no domingo, atendendo com cuidado e respeito, ao contrário do que ocorria antes, quando os médicos não compareciam nem nos plantões.
Ele relatou também a própria situação do município de Poço Redondo, onde o prefeito, Roberto Araújo, avalia que o Mais Médicos é um programa que veio na hora que população mais precisava, para as pessoas mais pobres. O município, que tem uma população de 32 mil habitantes, praticamente não tinha médico. João Daniel disse que o prefeito relatou que lutava para encontrar algum profissional disposto a receber o salário de R$ 15 mil para trabalhar lá, mas não conseguia. “E muitas vezes a população ia pro rádio perguntar onde estava o médico. Depois do Mais Médicos o município tem nove médicos cubanos”, relatou, ao defender a continuidade do programa.

 

Além da ampliação no atendimento de saúde, o programa Mais Médicos aumentou também a oferta de vagas na graduação em Medicina e residência médica. Nesse período foram 11,5 mil novas vagas nos cursos de Medicina e 12,4 mil de residência médica para formação de especialistas. Além disso, houve investimentos na expansão da rede de saúde. Foram R$ 5 bilhões para ampliação e reforma das Unidades Básicas de Saúde e R$ 1,9 bilhão para construção e ampliação de Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa