A história mostrará que abertura de impeachment foi vingança de Cunha contra Dilma, diz João Daniel


 

Aracaju, 15 de junho de 2016

 

A aprovação do relatório favorável à cassação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, pela maioria dos integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar foi classificada pelo deputado federal João Daniel (PT/SE) como muito importante. Foram 11 deputados favoráveis à cassação e 9 contrários. No entanto, o parlamentar ressaltou que neste momento também se cabe fazer uma reflexão sobre até quando Cunha continuará comandando a Câmara.

 

Desde o início das denúncias contra Eduardo Cunha, o deputado João Daniel esteve sempre defendendo que o presidente se afastasse do comando da Casa, para que pudessem ser investigadas todas as acusações contra ele e o mesmo também pudesse se defender, para que o Parlamento não fosse atingido pelo desgaste que sofreu e vem sofrendo.

 

Por 11 x 9 deputados aprovaram cassação no Conselho de Ética Foto: Salu Parente

Em discurso feito na Câmara dos Deputados, na sessão dessa terça-feira, dia 14, João Daniel lembrou que no dia em que os três integrantes do Partido dos Trabalhadores no Conselho de Ética deliberaram, junto com a bancada, que votariam a favor da investigação contra Eduardo Cunha, foi noticiado nacionalmente que o presidente da Câmara, a partir daquele momento, se vingaria da presidenta Dilma Rousseff e arregimentaria toda sua força no Plenário da Casa para que o impeachment acontecesse.

 

“Portanto, o que ocorre hoje no Senado e as consequências do dia 17 de abril [data em que foi aprovada na Câmara a admissibilidade do processo de impedimento da presidenta Dilma], neste plenário, tem um nome: golpe contra a democracia, um golpe de vingança, porque o Partido dos Trabalhadores e a presidenta Dilma não cederam à chantagem, não cederam aos acordos”, afirmou João Daniel.

 

Para o deputado, essa história mostrará e tudo isso será provado. O parlamentar petista acrescentou ainda que espera que na próxima votação no Senado a situação da presidenta se reverta. “Mas a história provará, um dia, que o presidente Eduardo Cunha se vingou da presidenta Dilma, fazendo a sua cassação, para que fossem acobertadas as denúncias que havia contra ele, feitas pelo Ministério Público da Suíça, feitas pelo Ministério Público do Brasil e assim por diante”, disse, acrescentando que sempre defenderá que todas as denúncias sejam apuradas e que haja amplo direito de defesa. “E que a Câmara possa apurar e continuar também revendo uma decisão que foi tomada à força, que foi a decisão de Eduardo Cunha para se vingar contra a presidenta Dilma”, completou.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa