52 anos do assassinato de João Pedro Teixeira são lembrados por João Daniel


Aracaju, 03 de abril de 2018

 

 

A passagem dos 52 anos do assassinato do grande líder camponês João Pedro Teixeira, completados nesta segunda-feira, dia 2, foi lembrada pelo deputado federal João Daniel (PT/SE). Em discurso na Câmara, o parlamentar destacou o companheiro como um dos grandes defensores da luta pela terra no Brasil. “João Pedro Teixeira vive na luta de todos os camponeses e de todas as camponesas que lutam pela reforma agrária, que lutam por justiça. Marielle Franco, uma guerreira, uma lutadora, também vive e está presente entre nós”, afirmou João Daniel.
Para o parlamentar, todos esses assassinatos no Brasil têm a marca daqueles que não acreditam na democracia e que não acreditam na verdade e que acreditam num estado autoritário, daqueles que acobertam a bandidagem e as ditaduras, que acobertam os crimes, torturadores e grupos de extermínio. “Nós da esquerda e do Partido dos Trabalhadores temos um projeto de segurança. Nós temos respeito pelas polícias”, disse, citando como exemplo o que foi feito pelo então governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), que elevou o salário da Polícia Militar e da Polícia Civil ao melhor e o maior salário do Brasil.

 

João Daniel disse que acredita que a as polícias Militar e Civil e as Forças Armadas cada uma delas tem o seu papel fundamental na defesa da segurança pública, que é defender a população, as instituições e dar segurança à população. “Não podemos confundir isso. Nós precisamos ter clareza de que há muito debate truncado, ousado, fazendo com que alguns que são contra os direitos da população, contra os direitos da classe trabalhadora e dos mais pobres apoiem a luta e a matança em nome da tal segurança, em nome de uma polícia que verdadeiramente não existe”, disse. Ele acrescentou que toda a instituição que tem respeito e conhece o seu papel sabe que pessoas como Marielle lutaram para que a segurança fosse pública, correta, honesta e que a população tivesse os seus direitos respeitados.
Em seu discurso, o deputado João Daniel lembrou que, neste momento, o Brasil faz um grande debate sobre o maior líder dos últimos 100 anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é respeitado no mundo inteiro e foi condecorado com estátua em Washington, nos Estados Unidos, o único presidente do Brasil que tem uma estátua numa praça em Washington e com títulos recebidos em universidade de todo mundo. Ele ressaltou também que foi no governo Lula e Dilma Rousseff, graças à expansão, foram aumentadas, significativamente, as vagas nos cursos nas universidades e institutos federais. “É preciso que este governo, que teve a coragem de mandar a PEC dos Gastos para congelar a educação por 20 anos, não pare as obras que foram iniciadas pelos governos da presidenta Dilma e do presidente Lula”.

 

Em defesa da democracia

João Daniel ressaltou que o que se passa, neste momento no Brasil, quando todas as atenções estão voltadas para a votação no Supremo Tribunal Federal (STF), não é apenas o julgamento de um habeas corpus. “Neste momento, o debate é se nós vamos continuar defendendo a democracia, se a Nação pensará em 200 milhões de brasileiros e brasileiras que lutam pelos seus direitos mais fundamentais, como o direito à casa, à saúde, à educação, à segurança pública, à cidadania. Esse é o grande projeto que está em debate”, declarou.

 

Na avaliação do deputado, Lula lidera todas as pesquisas de intenção de votos para a Presidência porque é nele que o povo trabalhador sente confiança, assim como os empresários sérios que querem investir no país, que não vivem da especulação financeira. “Porque sabem que com ele a economia funciona, a economia roda, o pobre compra e a economia da Nação cresce em todos os cantos”, acrescentou. João Daniel finalizou dizendo que o grande debate agora é se o país será uma Nação que caminha para a democracia e para dar aos seus filhos uma condição de cidadania, ou se vai retroceder para ser o país da minoria rica, da especulação financeira e da violência, que toma conta do Brasil inteiro. “Essa violência só se combate com um projeto de desenvolvimento econômico, social, educacional e com todas as políticas públicas funcionando”, frisou João Daniel.

 

Por Edjane Oliveira, da Assessoria de Imprensa